A Prefeitura de São Paulo deu um passo importante na modernização da gestão ambiental com o lançamento de um projeto piloto de tomografia arbórea nos parques municipais. A iniciativa utiliza sensores de alta precisão para realizar um "raio-x" interno dos troncos e galhos, permitindo diagnósticos que identificam apodrecimentos e cavidades invisíveis a olho nu. O objetivo é aumentar a segurança dos frequentadores e qualificar o manejo, prevenindo quedas e preservando árvores históricas.
Diferente do inventário realizado nas ruas, que utiliza veículos equipados com laser, a metodologia nos parques é manual e localizada. Isso permite que técnicos da Divisão de Gestão de Parques Urbanos (DGPU) analisem árvores em áreas de mata densa ou locais de difícil acesso para automóveis. A prioridade será dada a exemplares antigos, de grande porte ou que apresentem sinais de comprometimento fitossanitário em áreas de alta circulação.
O laudo técnico de cada árvore analisada é emitido em até dois dias, oferecendo subsídios rápidos para decisões de poda ou supressão. Essa tecnologia manual complementa o Inventário da Arborização Urbana, que segue mapeando as vias públicas com o sistema Mobile Mapping System (MMS). Enquanto os carros equipados com sensores LIDAR cobrem grandes extensões georreferenciando as árvores das calçadas, a tomografia garante um olhar individualizado para o patrimônio natural dentro dos parques.
A integração dessas tecnologias permite que a cidade tenha, em até três anos, um mapeamento completo de sua cobertura vegetal. Para a população, o resultado prático é a garantia de parques mais seguros e um planejamento urbano que respeita a saúde das árvores, tratando cada exemplar como parte vital da infraestrutura verde da capital.