A passarela do samba Adoniran Barbosa brilhou intensamente na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. Entre a noite de sexta-feira (13) e a manhã deste sábado (14), sete escolas — Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul — encantaram um Sambódromo do Anhembi lotado com enredos que exaltaram o protagonismo feminino, a ancestralidade indígena e a espiritualidade.
O prefeito Ricardo Nunes e o vice-governador Felício Ramuth acompanharam a abertura, destacando o impacto econômico e social da festa, que deve movimentar R$ 3,4 bilhões e gerar 50 mil empregos. A estrutura montada pela Prefeitura conta com investimento de R$ 57 milhões na Liga Independente, além de um forte esquema de segurança com 866 guardas civis, monitoramento pelo Smart Sampa e uma unidade móvel da Delegacia da Mulher para acolhimento de ocorrências de assédio.
Na avenida, os temas sociais e culturais ganharam vida: a Mocidade Unida da Mooca homenageou o Instituto Geledés, enquanto a Colorado do Brás ressignificou a história das bruxas. A Acadêmicos do Tatuapé, orgulho da nossa Zona Leste, trouxe uma reflexão profunda sobre a agricultura e a luta pela terra. Já a Dragões da Real focou na resistência amazônica das Icamiabas e a atual campeã, Rosas de Ouro, viajou pelo cosmos em um desfile visualmente impactante.
A festa continua neste sábado com gigantes como Mocidade Alegre e Gaviões da Fiel. Para garantir que todos aproveitem, a estrutura de acessibilidade oferece audiodescrição para deficientes visuais e suporte em Libras via aplicativo CIL-SMPED. Na saúde, 16 ambulâncias e UTIs móveis seguem de prontidão para qualquer emergência, consolidando o Carnaval paulistano como um evento seguro, inclusivo e de projeção internacional.