Ricardo Nunes entrega chave da cidade e abre oficialmente o Carnaval 2026 em São Paulo

Cerimônia na Fábrica do Samba inicia festividades que devem movimentar R$ 3,4 bilhões e atrair 16 milhões de foliões para blocos e desfiles no Anhembi.

06/02/2026 17h53 - Atualizado há 1 mês

Ricardo Nunes entrega chave da cidade e abre oficialmente o Carnaval 2026 em São Paulo
Imagem: Divulgação / SECOM - Prefeitura de SP

O prefeito Ricardo Nunes entregou, nesta sexta-feira (6), a chave da cidade à Corte do Carnaval 2026 em cerimônia realizada na Fábrica do Samba. O ato simbólico marca o início oficial dos desfiles no Sambódromo do Anhembi e das festividades de rua na capital paulista. Durante o evento, Nunes ressaltou o impacto da celebração para o município: “Isso tem um simbolismo muito forte, especialmente pela importância que o Carnaval tem para a nossa cidade. É o prefeito entregando à Corte tudo aquilo que é o Carnaval, todas as pessoas que fazem e que curtem a festa”.

A Corte é liderada pelo Rei Momo André Luiz Alves, acompanhado pela Rainha Pamela Lacerda e pelas princesas Victoria Santos e Letícia Carolino. A estrutura para os desfiles no Anhembi, organizados pela Liga-SP, envolve 32 escolas de samba e deve atrair cerca de 350 mil espectadores. A estimativa é que o evento gere 25 mil empregos diretos e indiretos apenas no Sambódromo, reforçando a relevância econômica da produção artística das agremiações.

Para o Carnaval de rua, a Prefeitura autorizou o desfile de 627 blocos em todas as regiões da cidade, com uma expectativa de público de 16,5 milhões de foliões. A projeção econômica para o período é de uma movimentação de R$ 3,4 bilhões e a criação de 50 mil postos de trabalho temporários. A gestão municipal destacou a importância da festa para os setores de serviços, turismo e economia criativa.

A operação de segurança conta com 58 mil profissionais, entre guardas civis, policiais militares e equipes privadas, além do monitoramento por 40 mil câmeras e drones. Na área da saúde, 23 hospitais e 34 UPAs funcionarão 24 horas, complementados por 80 postos médicos exclusivos para o evento. O planejamento de transporte inclui 150 linhas de ônibus noturnas e a atuação de 12 mil agentes de trânsito.

O protocolo de inclusão e direitos humanos prevê a atuação de 400 agentes para combater o assédio e a discriminação. O prefeito enfatizou que o objetivo é tornar o evento uma referência em respeito e acessibilidade: “A gente não pode ser apenas o maior Carnaval do Brasil, precisamos ser também o melhor. E ser o melhor significa ter respeito às pessoas com deficiência, atenção aos direitos humanos e combater o preconceito”.

A infraestrutura de limpeza e sustentabilidade mobilizará 3.900 agentes e 585 veículos de coleta após a passagem dos blocos. A Fábrica do Samba, local da cerimônia de abertura, segue como o centro de produção das alegorias, fruto de um investimento municipal de R$ 211,8 milhões. A programação completa das festividades está disponível nos canais oficiais da Prefeitura e da Liga Independente das Escolas de Samba.


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