A CPI Pantanal, da Câmara Municipal de São Paulo, retomou suas atividades nesta quinta-feira (5) para investigar as causas das enchentes no Jardim Pantanal, zona leste da capital. A reunião contou com a presença de representantes da SP Águas e da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Durante o encontro, foram apresentados detalhes do programa Integra Tietê, que prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2029 em saneamento e redes coletoras.
O diretor da SP Águas informou que, desde 2022, foram removidos 681 mil metros cúbicos de sedimentos e 120 carcaças de veículos de um trecho de 25 quilômetros do Rio Tietê. Os vereadores questionaram a eficiência operacional da Barragem da Penha, estrutura responsável pelo controle de cheias na região desde 1983, e solicitaram esclarecimentos sobre a utilização de verbas federais nos projetos de drenagem.
O presidente da comissão, vereador Alessandro Guedes (PT), expressou preocupação com a ausência de soluções técnicas definitivas para o bairro, que sofre com inundações há quatro décadas. O parlamentar destacou que muitas das medidas citadas pelos órgãos estaduais ainda estão em fase inicial ou foram motivadas apenas após a provocação do colegiado.
A CPI, instalada em agosto de 2025, segue avaliando a viabilidade técnica das propostas apresentadas para mitigar os impactos das chuvas no extremo leste. O relator, vereador Silvão Leite (UNIÃO), afirmou que o objetivo atual é confrontar os dados técnicos com as demandas levantadas pela comissão ao longo do último ano.