Programa Guardiã Maria da Penha protegeu quase 6 mil mulheres em São Paulo em 2025

Mês de março registrou alta de 61% nos acolhimentos; uso de câmeras do Smart Sampa permite prisões de agressores em menos de um minuto.

Redação - Itaquera em Notícias
03/02/2026 17h40 - Atualizado há 1 mês

Programa Guardiã Maria da Penha protegeu quase 6 mil mulheres em São Paulo em 2025
Imagem: Divulgação / SMSU - Prefeitura de SP

O programa Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Metropolitana (GCM), encerrou o ano de 2025 com o balanço expressivo de 5.899 mulheres inseridas em sua rede de proteção. Sob a gestão da Inspetoria de Defesa da Mulher e Ações Sociais (IDMAS), a iniciativa foca no acolhimento de vítimas de violência doméstica e no monitoramento rigoroso de medidas protetivas, visando romper o ciclo de abusos físicos, psicológicos, sexuais, morais e patrimoniais.

O mês de março de 2025 registrou o maior pico de acolhimento do ano, com 841 novas mulheres assistidas — um aumento de 61,5% em relação ao mesmo período de 2024. O trabalho da Guardiã inicia-se com visitas domiciliares, onde os agentes realizam a chamada "escuta ativa", baseada em empatia e compreensão, para orientar a vítima sobre os serviços municipais e garantir sua segurança.

O secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando, ressaltou o papel transformador da ação: “Sabemos que muitas mulheres passam por situações difíceis na relação com seu companheiro, e a ação realizada pelo programa leva acolhimento, entendimento e oportunidades para a vítima”, afirmou. Atualmente, a frota dedicada ao programa conta com 23 viaturas e um efetivo de 165 agentes especializados.

Tecnologia no combate ao crime A eficácia do programa tem sido potencializada por ferramentas tecnológicas como o Aplicativo da Mulher, que já conta com mais de 6.200 cadastradas, e o sistema Smart Sampa. Em um caso emblemático ocorrido em dezembro de 2025, o videomonitoramento permitiu que a GCM prendesse um agressor em flagrante na região da Sé em menos de um minuto após o início da agressão. O sistema flagrou o momento em que o homem enforcava a vítima, permitindo uma intervenção imediata que evitou consequências mais graves. O suspeito foi detido e encaminhado à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher.


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