Volta às aulas: confira 6 atividades para ajudar as crianças a retomar a rotina

Especialistas em educação explicam como brincadeiras e livros podem auxiliar os pequenos a lidar com o processo de transição

VICTóRIA GORSKI
02/02/2026 11h44 - Atualizado há 1 mês

Volta às aulas: confira 6 atividades para ajudar as crianças a retomar a rotina
Créditos: Freepik

A volta às aulas inaugura um novo ciclo e, para muitas crianças, esse recomeço vem acompanhado de ansiedade. A interrupção da rotina das férias e as mudanças próprias do período podem provocar desconforto, sobretudo diante das expectativas em torno do novo ano letivo. Insegurança e medo do desconhecido surgem com frequência e tornam a transição mais delicada.
Situações como a passagem para uma nova série, a adaptação a professores diferentes ou até mesmo a chegada a uma nova escola representam mudanças significativas no cotidiano infantil. Essas transformações, ainda que positivas, exigem um esforço emocional considerável. Nem sempre as crianças conseguem expressar com clareza o que estão sentindo, e a resistência em retomar os estudos pode ser interpretada como “birra” por pais e responsáveis, quando, na verdade, está relacionada a inseguranças e receios naturais.

Para amenizar as mudanças na rotina que a volta às aulas proporciona, o assessor pedagógico da solução educacional que trabalha com disciplinas inovadoras, Mind Makers, Victor Haony, fala sobre como antecipar algumas atividades pode ajudar. “Para esse retorno ser mais fluido e para que as crianças sofram menos com a rotina, o ideal é que tenhamos pelo menos duas semanas antes do início das aulas uma readaptação da rotina”, comenta. “Eles começam a entrar no ritmo de cumprir com as demandas de acordar mais cedo, dormir mais cedo, focar em resolver problemas, ampliar o tempo de leitura, tudo isso irá evitar estresse e resistência no reingresso as aulas”, completa Haony.

O apoio familiar é fundamental nesse momento de adaptação, para ajudar os estudantes a entenderem questões como mudanças e ampliações de horários de aulas e consumo de conteúdos mais didáticos. “É essencial que a família estimule a aprendizagem e participe do processo para que as crianças entendam a importância de estudar”, comenta o assessor pedagógico.
Nesse contexto, o diálogo ganha um papel central. Conversar ajuda a criança a entender que mudanças fazem parte do crescimento e não precisam ser enfrentadas sozinha. Brincadeiras, dinâmicas e, em especial, livros se tornam ferramentas valiosas de apoio emocional, contribuindo para que a criança se sinta mais segura e acolhida durante esse período de adaptação.
Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de literatura e informativos da SOMOS Educação, explica que, por meio das histórias, as crianças podem encontrar personagens que vivem desafios semelhantes, percebendo que as transformações fazem parte do desenvolvimento:
“Os livros podem ajudar a criança a entender e a expor o que está sentindo ao se identificar com as emoções daqueles personagens. Assim, pode elaborar esse processo de adaptação de forma mais leve”, explica. Para a especialista, a leitura também favorece o diálogo com adultos, criando um espaço seguro para escuta e acolhimento.
Por isso, a volta às aulas não deve ser vista apenas como retorno ao conteúdo, mas como um recomeço emocional e criativo. Quando alunos se sentem protagonistas, curiosos e confiantes, aprendem melhor.

Com objetivo de auxiliar os estudantes e familiares já no período de férias para a rotina de volta às aulas, os especialistas separam seis dicas de atividades para um retorno tranquilo. Confira:
 
  1. Pratique o “faça você mesmo” com projetos: Ações como a montagem de brinquedos, construção de objetos com materiais recicláveis e experimentos científicos que possam ser realizados nas férias;
  2. Aprenda com erros e acertos:  Erros fazem parte do processo e, a depender da forma que lidamos com eles, podemos ir longe! Por isso, o período de férias pode representar um momento importante testar, errar, ajustar e tentar novamente, segundo o especialista da Mind Makers;
  3. Incentive o protagonismo: Deixe o estudante ser o protagonista nos processos. Eles devem escolher o que criar, investigar, além de desenvolver senso de responsabilidade e iniciativa. Esse processo é fundamental para o desenvolvimento da autonomia;
  4. Utilize tecnologia: A tecnologia pode ser utilizada de modo criativo, estimulando o processo de ensino e aprendizagem. Procure aplicativos, jogos educativos, programação básica, robótica de forma lúdica e exploratória;
  5. Promova atividades em grupo: Seja com amigos, irmãos ou os pais/ responsáveis, essas iniciativas desenvolvem empatia e colaboração.
  6. Leia livros que se relacionam com esse período: A literatura infantojuvenil oferece uma ampla variedade de histórias que abordam o cotidiano das aulas e as mudanças escolares. Confira alguns exemplos a seguir:

Começar tudo de novo?!, de Fanny Abramovich – Editora Atual



Preço: 100,00  (Link para compra)

Autora: Fanny Abramovich
Número de páginas: 48

Bruna está aflita com seu primeiro dia em uma nova escola. Prestes a entrar no terceiro ano do ensino fundamental, tudo ao seu redor parece diferente: o ambiente, os professores e, sobretudo, os colegas. Mesmo se sentindo desolada no início, a garota começa a descobrir que as mudanças também podem guardar surpresas e aprendizados.

Miguel e o sexto ano, de Lino de Albergaria – Editora Saraiva

Preço: 66,00  (Link para compra)

Autor: Lino de Albergaria
Número de páginas: 72

O livro acompanha Miguel durante a transição entre o quinto e o sexto ano, fase em que a escola começa a ganhar “outra cara”. No início, a mudança de colegas, matérias e professores assusta o menino, mas, aos poucos, ele passa a enxergar a magia presente nessas novidades.

Samira não quer ir à escola, de Christian Lamblin – Editora Ática



Preço: 92,00  (Link para compra)

Autor: Christian Lamblin
Número de páginas: 20

O livro ilustrado conta a história de Samira, que, de repente, deixa de gostar de ir à escola. Relutante, a criança chora no caminho até o colégio, enquanto seus pais não entendem sua reação. Aos poucos, no entanto, ela redescobre que estudar pode ser divertido e volta a fazer as pazes com seus colegas e professores.
 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MARIA VICTORIA GORSKI VIEIRA BARBOSA
[email protected]


Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://itaqueraemnoticias.com.br/.