A Prefeitura de São Paulo inaugurou, neste sábado (31), o Bosque Urbano Tesourinha, localizado na Praça Armênia, região central. O novo espaço possui 9.970 m² e marca a recuperação de uma área anteriormente degradada, que era utilizada para descarte irregular de resíduos. Com o plantio de duas mil novas mudas somadas às árvores já existentes, o local conta agora com 2.111 exemplares de espécies nativas da Mata Atlântica e do Cerrado, como Jequitibá-rosa, Paineira e Pau-brasil.
Durante a cerimônia, que contou com a participação de moradores, o prefeito Ricardo Nunes destacou o recorde de arborização na cidade. “No ano passado, plantamos 152.810 árvores em São Paulo. E seguimos neste ano ampliando o plantio e mostrando, com ações concretas, o trabalho da cidade no enfrentamento das mudanças climáticas”, afirmou Nunes. Ele enfatizou que o projeto é uma ação coletiva entre o poder público e a sociedade civil para revitalizar o centro.
O secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi, pontuou que os bosques urbanos funcionam como "pulmões" que auxiliam na descarbonização da metrópole. “Além de valorizar a paisagem urbana, o bosque contribui para a descarbonização e para a conscientização ambiental, aspectos fundamentais para o desenvolvimento sustentável da cidade”, declarou. Estima-se que cada sete árvores plantadas consigam absorver uma tonelada de carbono nos primeiros 20 anos de vida.
Além do ganho ecológico, o Bosque Tesourinha preserva a identidade cultural da região, integrando os monumentos e o obelisco em homenagem aos Mártires Armênios. Atualmente, São Paulo possui 12 bosques urbanos ativos, com a meta de atingir 50 unidades até 2028. Outros 26 espaços já estão em fase de implantação, prometendo adicionar quase 200 mil m² de áreas verdes e 20 mil novas árvores à paisagem paulistana nos próximos anos.