Estudo aponta que satisfação com vida pessoal cresce na mesma proporção do grau de instrução em países de língua portuguesa
Os dados fazem parte do Barometro da Lusofonia, mapeamento inédito que revela percepções sobre temas como relevância da democracia, imigração, desigualdade de gênero, consumo de mídia e meio ambiente
MAYARA SANTOS
29/01/2026 16h17 - Atualizado há 1 mês
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Janeiro de 2026 – O Barometro da Lusofonia, estudo bienal e inédito liderado pelo Ipespe – Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas, de acompanhamento e análise dos principais aspectos da Cultura, Sociedade e Instituições dos países de língua portuguesa, identificou em sua primeira edição que a média de satisfação com a vida pessoal (6,3) aumenta na medida em que sobem os níveis de instrução e de renda familiar. Entre os países pesquisados, a média de satisfação com a vida pessoal é de 6,0 entre os que estudaram até o básico; 6,2 entre os que têm ensino secundário e 6,8 entre os que possuem ensino superior ou mais. Esse resultado é de 5,9 na faixa de renda baixa; 6,4 na faixa de renda intermediária e 7,2 na faixa de renda mais alta.
Saúde (53%), educação (43%) e desemprego (34%) concentram os principais problemas dos países de língua portuguesa. As preocupações centrais se ancoram na qualidade dos serviços públicos e nas condições de inserção econômica. Em um segundo patamar aparecem temas como violência (18%), inflação (17%) e acesso a água, energia e saneamento básico (15%), reforçando a importância de questões ligadas à qualidade de vida e à capacidade do Estado de responder a demandas essenciais. Para os brasileiros, os principais problemas do país no momento em que o estudo foi realizado foram saúde (45%), violência (40%) e educação (35%).
Nesta primeira edição do Barometro, foram realizadas 5.688 entrevistas em uma ampla pesquisa simultânea em países de quatro continentes: África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), América do Sul (Brasil), Ásia (Timor-Leste) e Europa (Portugal). O objetivo do estudo é o fortalecimento da integração entre os países de língua portuguesa, aprofundando a compreensão sobre percepções, valores e expectativas compartilhadas e destacando o papel estratégico do português – que possui cerca de 300 milhões de falantes, constituindo-se como uma das línguas mais faladas do mundo em número de falantes nativos. “O Barometro revela que as preocupações centrais dos cidadãos da lusofonia estão ligadas à qualidade dos serviços públicos e às condições de inserção econômica. Em um segundo patamar, surgem temas como violência, inflação e acesso a água, energia e saneamento básico”, aponta Antonio Lavareda, diretor geral do Barometro e presidente do Conselho Científico do Ipespe. Todos os resultados deram origem a um livro — em versões física e digital — e a um ciclo de seminários no Brasil e demais países, além de uma rica base de dados que está disponibilizada a centenas de instituições de ensino e pesquisa, por meio da AULP, que reúne universidades com cursos de língua portuguesa, de Macau às Américas, para que alunos, professores e pesquisadores produzam dissertações, teses, artigos e publicações. Informações relevantes sobre a importância do Barometro da Lusofonia - Crescimento: Projeções indicam que, até 2100, teremos mais de 500 milhões de falantes do português, consolidando-o como uma das grandes línguas globais.
- Protagonismo: Há interesse geopolítico e cultural crescente em torno da CPLP em temas como meio ambiente, recursos naturais, diversidade cultural e inovação.
- Produção de dados: Pesquisa e dados científicos são valorizados como base para políticas culturais e sociais.
- Influência global: A lusofonia está cada vez mais reconhecida como ativo estratégico global, cultural, econômico e diplomático.
O Barometro conta com apoio e participação da Comunidade dos países de Língua Portuguesa (CPLP), da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Ministério da Cultura do Brasil, da Missão Brasileira junto à CPLP, do CC&P, da Fundação Itaú, da Duplimétrica, da FGV Conhecimento, da Federação Lusófona de Ciências da Comunicação (Lusocom), do Instituto Camões de Cooperação da Língua, da Universidade Católica da Guiné-Bissau, da Fundação Joaquim Nabuco, da Universidade Federal de Minas Gerais, da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Federal do Rio Grande Sul, da Universidade Federal de Santa Maria, da Unitau, da Universidade Católica de Pernambuco, da Universidade Autónoma de Lisboa e da Universidade de Coimbra. Tenha acesso ao estudo completo no site barometrodalusofonia.com. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MAYARA BITTENCOURT DOS SANTOS
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