Em vez de ser apenas descartado, o plástico tornou-se uma ferramenta de transformação social nas mãos do empresário Rui Katsuno. Por meio do Instituto Soul do Plástico, crianças e jovens de comunidades e escolas públicas aprendem a reciclar, empreender e gerar renda, mostrando que cada resíduo pode se tornar conhecimento, oportunidade e impacto positivo.
Um dos projetos mais robustos é o Recicla Mairiporã, que transforma escolas em polos de educação ambiental e economia circular. Os alunos participam de todas as etapas do ciclo: coleta, transformação, fabricação e venda de produtos reciclados. Durante as oficinas, eles aprendem a operar moinhos, injetoras e equipamentos industriais, desenvolvendo habilidades técnicas, empreendedorismo, educação financeira e autoestima. Parte do valor arrecadado ainda pode ser usada para conquistas como a própria formatura, unindo escola, família e indústria em torno de uma experiência de aprendizado transformadora.
Outro projeto de grande impacto é a Capivarinha Protetora do Meio Ambiente, voltado para crianças do ensino fundamental. Os alunos levam garrafas PET higienizadas para a escola, que são compradas por empresas parceiras a um valor justo. 80% do valor vai para os alunos, que podem trocar por materiais escolares, e 20% é destinado à Associação de Pais e Mestres (APM), com foco em atividades culturais. Além disso, as tampinhas são doadas a ONGs de proteção animal, que utilizam o recurso para comprar ração e custear atendimentos veterinários. O projeto conecta educação ambiental, inclusão, solidariedade e cultura, mostrando que reciclar vai muito além de separar materiais, é uma ferramenta de transformação social.
Para levar a experiência de forma ainda mais prática e acessível, o Instituto mantém os Circuitos Itinerantes de Reciclagem ao Vivo. Um circuito atua em grandes eventos, reciclado resíduos no próprio local e mostrando ao público como o plástico pode ser reaproveitado. Um exemplo foi a participação na Festa de Nossa Senhora Achiropita, onde copinhos, tampinhas e outros materiais foram transformados diante dos participantes. Já o Circuito Itinerante Escolar leva essa experiência diretamente às escolas, mostrando às crianças que o plástico, quando bem destinado, gera valor, aprendizado e oportunidades.
“O plástico não é o vilão. Ele é uma ferramenta poderosa nas mãos certas. O problema não é o material, é o comportamento. Quando educamos, transformamos o destino de cada pedacinho de plástico… e de cada pessoa também”, afirma Rui Katsuno.
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ISABELLA SALA DE ANDRADE
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