Foto Divulgação HCOR
O Burnout, síndrome associada ao estresse crônico no ambiente profissional, tem se tornado cada vez mais frequente em diferentes áreas de atuação, refletindo rotinas intensas, pressão por resultados e a dificuldade de estabelecer limites entre trabalho e vida pessoal. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma condição relacionada ao trabalho, a síndrome impacta diretamente a saúde mental e a qualidade de vida dos profissionais.
Dados do Ministério da Previdência Social (MPS) apontam que, apenas no primeiro semestre de 2025, foram registrados 3.494 afastamentos por Burnout, o equivalente a 71,6% de todo o volume observado em 2024. A condição se caracteriza por um estado de exaustão física e emocional persistente, acompanhado de desmotivação, distanciamento afetivo em relação às atividades profissionais e queda no desempenho.
Diferentemente do cansaço ocasional, o Burnout se desenvolve de forma gradual e pode evoluir para quadros mais graves quando não identificado e tratado adequadamente. De acordo com Silvia Cury, psicóloga do Hcor, os sinais costumam aparecer de forma silenciosa. “Muitas pessoas normalizam o cansaço extremo e a sobrecarga emocional, sem perceber que esses já são alertas importantes. Irritabilidade constante, dificuldade de concentração, alterações no sono e sensação de incapacidade são sintomas que não devem ser ignorados”, explica.
Além dos fatores individuais, o contexto organizacional exerce papel central no desenvolvimento da síndrome. Jornadas extensas, metas inalcançáveis, excesso de demandas e a ausência de reconhecimento contribuem para o esgotamento progressivo dos profissionais. Para a especialista, a prevenção depende de uma abordagem conjunta. “Cuidar da saúde mental não é apenas uma responsabilidade individual. Ambientes de trabalho mais saudáveis, com espaço para diálogo, pausas e apoio psicológico, fazem toda a diferença na prevenção do Burnout”, afirma.
Tratamento e acompanhamento O tratamento do Burnout envolve uma abordagem multidisciplinar, que considera tanto a saúde emocional quanto os fatores externos relacionados ao trabalho. O acompanhamento psicológico é um dos principais pilares, ajudando o paciente a compreender os gatilhos do estresse, desenvolver estratégias de enfrentamento e reconstruir uma relação mais saudável com o trabalho.
Em alguns casos, pode ser necessário o afastamento temporário das atividades profissionais para garantir a recuperação física e mental. Quando há sintomas associados, como ansiedade ou depressão, a avaliação psiquiátrica pode ser indicada para definição de um tratamento complementar, incluindo, quando necessário, o uso de medicação.
Segundo a especialista, o cuidado deve ser contínuo. “O tratamento do Burnout não se resume a descansar por alguns dias. É um processo que envolve mudanças de hábitos, revisão de prioridades e, muitas vezes, ajustes no ambiente de trabalho. O objetivo é promover uma recuperação sustentável, evitando recaídas”, destaca Silvia.
Além do acompanhamento profissional, práticas como atividade física regular, sono de qualidade, alimentação equilibrada e momentos de lazer são importantes aliadas no processo terapêutico. A participação ativa das empresas também é fundamental, com políticas que incentivem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a criação de ambientes mais acolhedores.
Ampliar a conscientização sobre o Burnout é um passo essencial para reduzir o estigma em torno da saúde mental e estimular atitudes de cuidado, tanto por parte dos profissionais quanto das organizações.
Sobre o Hcor O Hcor atua em mais de 50 especialidades médicas, entre elas Cardiologia, Oncologia, Neurologia e Ortopedia, além de oferecer um centro próprio de Medicina Diagnóstica. Possui Acreditação pela Joint Commission International (JCI) e diversas certificações nacionais e internacionais. Em 2025, foi reconhecido como um dos melhores hospitais do mundo pelo ranking da Revista Newsweek, ficando em 6º lugar no Brasil.
Desde 2008, é parceiro do Ministério da Saúde no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o que proporciona que seu impacto em saúde esteja presente em todas as regiões do país.
Instituição filantrópica, o Hcor iniciou suas atividades em 1976, tendo como mantenedora a centenária Associação Beneficente Síria, que também conduz projetos gratuitos de saúde para população em situação de vulnerabilidade. Além do escopo médico-assistencial, o hospital conta com um Instituto de Pesquisa, reconhecido internacionalmente, que coordena estudos clínicos multicêntricos com publicações nos mais conceituados periódicos científicos. Conjuntamente, capacita milhares de profissionais anualmente por meio do Hcor Academy com seus cursos de pós-graduação, cursos de atualização e programas de residência e aprimoramento médico.
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