Verão: sinais de desidratação exigem atenção redobrada com a saúde

No verão, a umidade relativa do ar pode chegar a cerca de 10%

Por MARIANA BEGO
4 Min

Dasa

Com a chegada do verão, o Distrito Federal enfrenta um período marcado por altas temperaturas e baixos índices de umidade do ar, condição que exige atenção especial à saúde da população.  

Dados meteorológicos indicam que, em determinados períodos do ano, a umidade relativa do ar no Distrito Federal pode cair para níveis extremos, chegando a valores próximos de 10%, patamar comparável ao de regiões desérticas (1). Diante desse cenário, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já emitiu alertas de grande perigo quando os índices ficam abaixo de 12%, condição que representa risco à saúde e exige cuidados imediatos da população (2). 

Segundo o Dr. Gleidson Viana, diretor médico do Laboratório Exame, da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil, o clima seco pode afetar o equilíbrio do organismo de forma silenciosa. “Em períodos de calor intenso e baixa umidade do ar, o corpo perde líquidos com mais facilidade, o que pode levar a alterações metabólicas e impactar o bem-estar geral. O acompanhamento por meio de exames laboratoriais ajuda a identificar esses desequilíbrios precocemente, antes que eles se agravem”, explica. 

Sinais de alerta: o que o corpo mostra antes da desidratação 

Antes de quadros mais evidentes, o organismo costuma apresentar sinais que indicam desequilíbrio hídrico. Entre os principais estão: 

  • Dor de cabeça frequente 

  • Cansaço excessivo e queda de energia 

  • Boca, olhos e pele ressecados 

  • Urina escura ou em menor quantidade 

  • Tontura e dificuldade de concentração 

Esses sintomas podem ser confundidos com estresse ou com os efeitos do calor, o que reforça a importância de atenção aos sinais do corpo durante o verão e em períodos de clima seco prolongado. 

“A exposição prolongada a índices muito baixos de umidade pode comprometer diferentes funções do organismo, afetando a circulação sanguínea, o funcionamento dos rins e o equilíbrio metabólico. Em um cenário de clima seco recorrente, como o do Distrito Federal, esses impactos podem ocorrer mesmo sem esforço físico intenso”, afirma o especialista. 

O papel dos exames na prevenção 

Nesse contexto, os exames laboratoriais são aliados importantes na prevenção. Avaliações como hemograma, exames metabólicos e testes de função renal permitem identificar alterações no organismo mesmo quando os sintomas ainda são leves ou inexistentes. “Manter os exames em dia é uma forma de cuidado contínuo com a saúde, especialmente em períodos de maior risco, como o verão no clima seco do DF”, reforça Gleidson Viana. 

Para minimizar os efeitos do calor e da baixa umidade do ar, algumas medidas simples são fundamentais: 

  • Manter a hidratação ao longo do dia, mesmo sem sensação de sede 

  • Evitar exposição ao sol nos horários mais quentes 

  • Redobrar a atenção com crianças e idosos 

  • Adotar hábitos que reduzam o ressecamento causado pelo clima seco 

  • Realizar check-ups e exames laboratoriais de forma preventiva 


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