Uso prolongado do omeprazol volta ao debate: especialista alerta que suspensão deve ser avaliada com cautela
Discussões recentes sobre possíveis riscos do medicamento reacendem a discussão sobre o uso racional e individualizado dos inibidores de acidez estomacal
Imagem: Pexels
Após as festas de final de ano — quando refeições mais pesadas, consumo de álcool e maior uso de anti-inflamatórios costumam intensificar quadros de azia, queimação e refluxo — volta também à pauta o debate sobre o uso prolongado do omeprazol. Nos últimos meses, pesquisas têm discutido potenciais efeitos adversos associados ao uso contínuo do medicamento, incluindo possíveis impactos cognitivos e prejuízos à absorção de nutrientes, reacendendo questionamentos sobre seus riscos e benefícios.
Apesar da atenção recente, especialistas reforçam que o omeprazol permanece sendo seguro e eficaz quando utilizado com prescrição e acompanhamento adequado. Para o Dr. Natan Chehter, docente do curso de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), clínico geral e geriatra, decisões sobre suspensão ou substituição não podem ser generalizadas.
“Antes de pensar em substituir ou suspender o omeprazol, é fundamental entender por que ele foi indicado. Há casos em que o remédio pode, sim, ser necessário por toda a vida, como em pacientes que fazem uso contínuo de ácido acetilsalicílico (AAS) após infarto ou AVC, ou que utilizam anti-inflamatórios com frequência. Nesses contextos, o benefício é maior que o risco”, explica o médico.
Ele reforça que, quando há prescrição adequada, os riscos de complicações são mínimos. “O problema está no uso por conta própria, sem diagnóstico preciso ou acompanhamento, o que pode mascarar sintomas e atrasar o tratamento de doenças gástricas mais graves”, acrescenta.
De acordo com o especialista, existem alternativas terapêuticas — como o pantoprazol, esomeprazol e os inibidores de bomba H2 (como ranitidina e famotidina) —, mas a escolha entre elas deve considerar a condição clínica e a resposta do paciente. “Essas trocas não costumam representar grandes diferenças em termos de segurança. A decisão sobre substituir ou não deve ser feita pelo médico, com base na necessidade real de controle da acidez”, pontua.
O Dr. Chehter também destaca que ajustes no estilo de vida podem reduzir a dependência de medicamentos. Manter o peso adequado, evitar o tabagismo, o álcool e a cafeína, não se deitar logo após as refeições e preferir porções menores e mais frequentes estão entre as medidas que ajudam a controlar sintomas de refluxo e acidez.
“Há pacientes que, com hábitos mais saudáveis, conseguem controlar o refluxo sem o uso contínuo de omeprazol. Mas, se os sintomas persistirem, o medicamento segue sendo uma opção segura e eficaz”, conclui o docente da UNICID.
Sobre a Unicid
Fundada em 1972, a Universidade Cidade de São Paulo – Unicid é referência na formação de profissionais da área da saúde, com cursos tradicionais e pioneiros na região como Fisioterapia, Odontologia, Enfermagem e Medicina. Além disso, reúne cursos respeitados em diversas áreas do conhecimento, com alunos na graduação, pós-graduação lato e stricto sensu, presenciais e a distância, cursos de extensão e programas de parcerias no Brasil e no exterior. Pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados. Visite: www.unicid.edu.br
Apesar da atenção recente, especialistas reforçam que o omeprazol permanece sendo seguro e eficaz quando utilizado com prescrição e acompanhamento adequado. Para o Dr. Natan Chehter, docente do curso de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), clínico geral e geriatra, decisões sobre suspensão ou substituição não podem ser generalizadas.
“Antes de pensar em substituir ou suspender o omeprazol, é fundamental entender por que ele foi indicado. Há casos em que o remédio pode, sim, ser necessário por toda a vida, como em pacientes que fazem uso contínuo de ácido acetilsalicílico (AAS) após infarto ou AVC, ou que utilizam anti-inflamatórios com frequência. Nesses contextos, o benefício é maior que o risco”, explica o médico.
Ele reforça que, quando há prescrição adequada, os riscos de complicações são mínimos. “O problema está no uso por conta própria, sem diagnóstico preciso ou acompanhamento, o que pode mascarar sintomas e atrasar o tratamento de doenças gástricas mais graves”, acrescenta.
De acordo com o especialista, existem alternativas terapêuticas — como o pantoprazol, esomeprazol e os inibidores de bomba H2 (como ranitidina e famotidina) —, mas a escolha entre elas deve considerar a condição clínica e a resposta do paciente. “Essas trocas não costumam representar grandes diferenças em termos de segurança. A decisão sobre substituir ou não deve ser feita pelo médico, com base na necessidade real de controle da acidez”, pontua.
O Dr. Chehter também destaca que ajustes no estilo de vida podem reduzir a dependência de medicamentos. Manter o peso adequado, evitar o tabagismo, o álcool e a cafeína, não se deitar logo após as refeições e preferir porções menores e mais frequentes estão entre as medidas que ajudam a controlar sintomas de refluxo e acidez.
“Há pacientes que, com hábitos mais saudáveis, conseguem controlar o refluxo sem o uso contínuo de omeprazol. Mas, se os sintomas persistirem, o medicamento segue sendo uma opção segura e eficaz”, conclui o docente da UNICID.
Sobre a Unicid
Fundada em 1972, a Universidade Cidade de São Paulo – Unicid é referência na formação de profissionais da área da saúde, com cursos tradicionais e pioneiros na região como Fisioterapia, Odontologia, Enfermagem e Medicina. Além disso, reúne cursos respeitados em diversas áreas do conhecimento, com alunos na graduação, pós-graduação lato e stricto sensu, presenciais e a distância, cursos de extensão e programas de parcerias no Brasil e no exterior. Pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados. Visite: www.unicid.edu.br
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): ELLEN ALVES BATISTA
ellen.alves@maquinacohnwolfe.com