Cinco hospitais da rede municipal de São Paulo foram incluídos no ranking dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), avaliou unidades com atendimento exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os reconhecidos na capital paulista estão os hospitais municipais Carmen Prudente, Gilson de Cássia Marques de Carvalho, Infantil Menino Jesus, M’Boi Mirim e a Maternidade Professor Mário Degni.
A avaliação considerou indicadores técnicos registrados entre agosto de 2024 e julho de 2025, incluindo níveis de acreditação hospitalar, taxas de ocupação, índices de mortalidade e disponibilidade de leitos de UTI. O estudo servirá como base para a escolha das dez melhores unidades do país, que serão premiadas em maio. Além de São Paulo, estados como Goiás, Pará e Santa Catarina também apresentaram participações relevantes na lista, que prioriza a resolutividade e a qualidade da assistência prestada à população.
O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, destacou que o reconhecimento reflete o trabalho contínuo das equipes e os investimentos realizados na rede. “Estar entre os 100 melhores hospitais públicos do país demonstra a força do SUS na cidade de São Paulo e o compromisso da gestão municipal com a ampliação do acesso, a humanização do cuidado e a oferta de serviços cada vez mais resolutivos e de qualidade para a população”, afirmou o titular da pasta.
Paralelamente ao reconhecimento, a Prefeitura executa um plano de modernização que abrange 13 das 27 unidades hospitalares da rede. O processo de retrofit inclui a atualização de ambientes para acessibilidade e a implementação de tecnologias sustentáveis, como painéis fotovoltaicos. Hospitais como o Alípio Correa Neto (Ermelino Matarazzo), Benedicto Montenegro (Jardim Iva) e Tatuapé passam por intervenções estruturais para reorganizar fluxos assistenciais e melhorar a eficiência energética.
Com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a ampliação dessas unidades resultará em um acréscimo de 1.572 leitos, representando um aumento de 71,13% na capacidade atual. O plano de infraestrutura da Secretaria Municipal da Saúde contempla ainda a reforma ou construção de 198 equipamentos em todas as regiões da capital. Até 2028, a gestão prevê a entrega de novas UPAs e Unidades Básicas de Saúde (UBS), consolidando a expansão do atendimento primário e de urgência na capital.