A cidade de São Paulo atinge, em 2025, a marca de seis anos consecutivos sem fila para vagas em creches na Rede Municipal de Ensino. Desde 2020, o município não apresenta demanda reprimida para bebês e crianças na faixa etária de 0 a 3 anos, resultado de uma política de expansão que atualmente atende mais de 330 mil alunos. A manutenção desse indicador é atribuída à abertura constante de novas unidades e ao fortalecimento de parcerias com a sociedade civil.
Desde 2023, o poder público entregou 29 novas unidades voltadas à Educação Infantil, sendo 26 Centros de Educação Infantil (CEIs) e três Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs). Essa ampliação da infraestrutura educacional permitiu descentralizar o atendimento, garantindo que o acesso às vagas ocorra de forma estratégica em diversas regiões da capital, facilitando o cotidiano das famílias que buscam atendimento próximo às suas residências.
O serviço oferecido pela rede municipal funciona em regime de tempo integral e assegura um suporte nutricional abrangente, com a oferta de até cinco refeições diárias planejadas por especialistas. Além da alimentação, o modelo de atendimento foca no acompanhamento pedagógico contínuo e na criação de ambientes seguros e acolhedores, visando o desenvolvimento pleno dos bebês e crianças durante o período de permanência nas unidades.
A proposta pedagógica da capital baseia-se em um currículo próprio que coloca a criança como sujeito de direitos, priorizando o brincar e as interações como ferramentas de aprendizado. Para reforçar esse conceito, a prefeitura expandiu as "Bebetecas", espaços lúdicos especializados localizados dentro dos Centros Educacionais Unificados (CEUs). Atualmente, 17 unidades contam com esses equipamentos focados no desenvolvimento motor, linguístico e socioemocional.
Embora a matrícula para esta faixa etária não seja obrigatória, a gestão municipal reforça que o acesso à creche é um direito assegurado a todas as famílias paulistanas. As solicitações de vaga podem ser feitas em qualquer período do ano diretamente nas unidades educacionais ou pelos canais oficiais da Secretaria Municipal de Educação. O atendimento qualificado na primeira infância é visto como essencial para aproveitar a plasticidade cerebral característica dos primeiros anos de vida.