Cinco motivos para fazer terapia em 2026 e como encontrar o terapeuta certo

Crescente demanda por saúde mental reforça necessidade de alinhamento entre paciente e terapeuta e amplia busca por plataformas com diversidade de abordagens psicológicas

Por Julia Mascarenhas
6 Min

Cinco motivos para fazer terapia em 2026 e como encontrar o terapeuta certo
Divulgação

A preocupação com a saúde mental segue em alta no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o país está entre os que mais concentram casos de ansiedade no mundo e ocupa posição de destaque também em prevalência de depressão. Em paralelo, uma pesquisa global do Ipsos (2023) revelou que 35% dos brasileiros já fizeram terapia, enquanto 56% afirmam ter interesse em iniciar acompanhamento psicológico, mas ainda enfrentam barreiras como custo, tempo e, principalmente, dificuldade em encontrar um profissional adequado.

Entre os principais motivos de desistência, destaca-se a falta de identificação entre paciente e terapeuta, fator que especialistas classificam como determinante para o sucesso do processo. “A terapia é, essencialmente, uma relação de confiança. O vínculo precisa fazer sentido para que o paciente consiga se abrir e evoluir”, explica Aline Silva, psicóloga e head de psicologia da Telavita, empresa pioneira em soluções digitais de psicologia e psiquiatria.

De acordo com a especialista, muitos pacientes concluem, equivocadamente, que a terapia “não é para eles”, quando na verdade apenas não encontraram um profissional alinhado ao seu perfil, estilo de comunicação ou necessidades emocionais.

Nos últimos anos, plataformas digitais de psicologia ganharam força ao reunir, em um único ambiente, profissionais de diferentes abordagens e perfis — da Psicanálise à Gestalt, da TCC à Psicologia Humanista. A ampla diversidade permite testar, comparar e ajustar o atendimento até encontrar o chamado “match terapêutico”. É o caso da Telavita, que conta com XX profissionais, de XX abordagens diferentes. 

“Entendemos que a eficácia da terapia está intrinsecamente ligada à conexão certa entre paciente e profissional. Ao reunirmos, como faz a Telavita, uma vasta gama de especialistas, de múltiplas abordagens, estamos capacitando o usuário a testar, comparar e, finalmente, encontrar o terapeuta ideal para suas necessidades. Essa diversidade é o nosso maior diferencial e o futuro do cuidado em saúde mental”, conclui Aline.

A especialista listou ainda cinco motivos para quem deseja iniciar a terapia em 2026:

1. Bem-estar mental melhora de forma  integral a saúde

Quadros de ansiedade, estresse crônico e sobrecarga emocional continuam crescendo no país, de acordo com estimativas da OMS. A terapia funciona como ferramenta essencial de prevenção e intervenção precoce, evitando que desconfortos evoluam para crises mais graves, gerando impacto positivo de forma integral para a saúde de quem realiza. Ao trabalhar a regulação emocional, o manejo do estresse e a compreensão dos próprios limites, o acompanhamento terapêutico impacta positivamente sono, imunidade, níveis de energia e a capacidade de tomada de decisão,  fatores que, juntos, sustentam uma saúde total mais estável.

2. Autoconhecimento potencializa relações, produtividade e qualidade de vida

A terapia ajuda a identificar padrões, compreender gatilhos e desenvolver habilidades emocionais que impactam diretamente a vida pessoal e profissional. “O autoconhecimento é um dos maiores ganhos do processo terapêutico”, afirma Aline Silva. Com um espaço seguro de reflexão e análise, o paciente aprende a reconhecer ciclos repetitivos, crenças limitantes e comportamentos automáticos que influenciam suas escolhas. Esse processo aprofunda a consciência sobre necessidades, limites e desejos, permitindo relações mais saudáveis, maior assertividade e decisões alinhadas a propósitos reais.

3. Suporte emocional contínuo fortalece a resiliência no dia a dia

Manter um espaço de escuta profissional ao longo do tempo fortalece a capacidade de lidar com pressões cotidianas, tomadas de decisão e situações emocionalmente desgastantes. Mesmo quando não há um diagnóstico específico, a terapia funciona como um ponto de apoio seguro, onde o paciente pode elaborar sentimentos, entender comportamentos e construir recursos internos para navegar melhor por fases de maior demanda emocional.

4. Terapia online democratiza o acesso e amplia as possibilidades de escolha

A modalidade online transformou a forma de cuidar da saúde mental, tornando o acompanhamento possível mesmo em agendas apertadas. Sem deslocamentos e com maior variedade de horários, o paciente consegue manter a regularidade, um dos pilares da evolução terapêutica, tornando o processo mais acessível e prático. Com perfis detalhados, filtros por especialidade e múltiplas linhas teóricas, plataformas online facilitam a busca e permitem uma escolha mais consciente — além de possibilitar testar diferentes profissionais até encontrar aquele com quem o paciente realmente se identifica.

5. Trocar de terapeuta é natural e pode fazer parte do processo

A relação terapêutica é um encontro entre duas subjetividades. Se o vínculo não gera conforto, acolhimento e evolução, especialistas recomendam dialogar com o profissional e, se necessário, buscar outro. Trocar de psicólogo pode, inclusive, destravar o processo terapêutico, trazendo novas metodologias, perspectivas e linguagens de comunicação. Plataformas que oferecem diversidade de linhas e perfis tornam esse processo mais simples e menos desgastante.

“Cuidar da saúde mental é algo contínuo, e encontrar o terapeuta certo faz toda a diferença. Cada pessoa tem seu tempo e seu jeito de se conectar. A terapia funciona quando esse encontro faz sentido. Por isso, vale testar, ajustar e seguir buscando o acesso ao cuidado que realmente precisa e merece”, finaliza Aline Silva.


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Louise Barbosa Favaro
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