Festas de fim de ano e nutrição infantil: estratégias para manter o equilíbrio 

O período de festividades é uma oportunidade valiosa para a socialização e a construção de memórias afetivas, mas sem esquecer do equilíbrio nutricional 

Por AMANDA MENEZES | FLEISHMAN HILLARD
5 Min

Festas de fim de ano e nutrição infantil: estratégias para manter o equilíbrio 
Foto Divulgação Aptanutri
A partir do primeiro ano de vida, as crianças entram em uma fase de intenso desenvolvimento, na qual há necessidade de um maior aporte nutricional comparado aos adultos, e se integram cada vez mais à rotina alimentar da família. É nesse período que o comportamento alimentar se molda significativamente, com a família atuando como a primeira educadora nutricional. Sendo assim, o contexto social das refeições adquire um papel preponderante, influenciando as preferências e a relação da criança com os alimentos. 

O contexto das festas de fim de ano ganha ainda uma maior importância. Além de criar memórias afetivas com entes queridos, estar à mesa, participando dos eventos, é um momento de aprendizagem em torno da comida, pois reforça o comer como um ato social e afetivo. É essencial, contudo, que essa participação não comprometa a ingestão de nutrientes importantes. 


Como manter o equilíbrio alimentar nos eventos sociais 
Para enfrentar a maratona de celebrações e manter a alimentação adequada das crianças, algumas estratégias são recomendadas, alinhadas às diretrizes de autoridades como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). 

Em primeiro lugar, a hidratação é crucial. Deve-se oferecer água regularmente, em vez de sucos, refrigerantes ou outras bebidas açucaradas. O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos reforça a importância de evitar o consumo de açúcar nessa faixa etária. 

Na montagem do prato, é importante priorizar os alimentos saudáveis, como carnes magras e legumes. Evitar os excessos em sal ou gordura é uma boa prática para ajudar a garantir uma alimentação adequada nesse período.  

Os pais e responsáveis devem ser o exemplo. O comportamento alimentar dos adultos é um modelo para a criança; por isso, a moderação e a atenção ao prato também devem ser demonstradas pela família. 

Quando há a impossibilidade do aleitamento materno, as fórmulas infantis de primeira infância ajudam a garantir um aporte de nutrientes essenciais, inclusive nesse momento de festas.  

As crianças na primeira infância necessitam a ingestão adequada de nutrientes para essa faixa etária, como o DHA, um ácido graxo essencial, que é muito importante para o desenvolvimento cognitivo da criança.  

Por fim, tão logo as festividades terminem, é essencial retornar à rotina alimentar habitual da criança. Já que essa prática garante que os hábitos saudáveis e a ingestão balanceada de nutrientes essenciais, recomendados por profissionais de saúde, sejam restabelecidos sem prejuízo. O planejamento e o apoio profissional são as chaves para uma alimentação equilibrada, mesmo em meio à celebração. 
  
 
O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS DE IDADE OU MAIS. 
Consulte sempre o médico e/ou nutricionista. 

Referências Bibliográficas
  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Infant and young child feeding. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infant-and-young-childhttps://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infant-and-young-child-feeding?utm_source=chatgpt.comfeeding . 
  • Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). 10 facts about early childhood development you need to know. Disponível em: https://www.unicef.org . 
  • Ministério da Saúde. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. Brasília, 2019. 
  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Guia prático de alimentação: Crianças de 0 a 5 anos, 2022.   
  • Sociedade de Pediatria de São Paulo. Recomendações: atualização de condutas em pediatria. São Paulo, 2020. 
  • American Academy of Pediatrics. Nutrition: What Every Parent Needs to Know. 2nd edition, 2020. 
  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de orientação: alimentação do lactente ao adolescente. 5ª ed.  2024 
  • Jornal de Pediatria. Desenvolvimento do comportamento alimentar infantil, 2000. 

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