Neurometria Ganha Reconhecimento do Conselho Federal de Psicologia 

Em MS, método impulsionado pelo trabalho pioneiro do neurocientista Dr. Jefferson Morel, abre caminho para terapias mais precisas e humanizadas 

Por RENATA SANTOS PORTELA
4 Min

Neurometria Ganha Reconhecimento do Conselho Federal de Psicologia 
Arquivo pessoal
 A Inteligência Artificial tem transformado diversas áreas da vida e na saúde mental esse avanço já é realidade. Um exemplo concreto é a neurometria, tecnologia que acaba de alcançar um marco histórico no país ao receber reconhecimento oficial do Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio do Parecer nº 55/25.

O documento atesta que a neurometria é compatível com os princípios éticos e científicos da Psicologia, autorizando seu uso por profissionais em todo o território nacional. A decisão representa um avanço significativo ao colocar a tecnologia a serviço da saúde mental, ampliando a precisão diagnóstica e qualificando as intervenções psicológicas.


Em Mato Grosso do Sul, o método vem sendo impulsionado pelo trabalho pioneiro do neurocientista e psicólogo cognitivo comportamental Dr. Jefferson Morel, que há anos pesquisa e aplica a neurometria como ferramenta complementar ao cuidado psicológico. Para ele, o reconhecimento do CFP consolida uma trajetória baseada em ciência e responsabilidade.

“As exigências da vida moderna, como o estresse constante e o excesso de atividades, afetam diretamente nossa neurofisiologia, interferindo na percepção, no comportamento e até na capacidade de alcançar objetivos. Ver a neurometria reconhecida pelo CFP confirma que vale a pena acreditar em uma ciência ética, responsável e baseada em evidências”, afirma.

O que é a neurometria?
A neurometria utiliza um equipamento de tecnologia avançada, posicionado na região da cabeça e nas pontas dos dedos, capaz de mapear o funcionamento cerebral de forma não invasiva, objetiva e altamente detalhada. A partir da análise de dados fisiológicos, é possível obter informações sobre níveis de estresse, qualidade do sono, humor, padrões emocionais, alimentação, vitaminas e até indicadores relacionados à saúde geral.

Segundo o especialista, a neurometria não substitui o olhar clínico, mas o fortalece. “Por meio da neurometria, conseguimos maior precisão no diagnóstico e atuamos de forma mais assertiva, definindo tratamentos específicos, eficientes e personalizados”, explica Dr. Jefferson Morel.

O impacto da tecnologia vai além das diretrizes e regulamentações. Ele se materializa na vida de pessoas reais, como a da orientadora educacional Maria de Lourdes, de 67 anos, que há anos realiza tratamento para bipolaridade e depressão. 

Maria de Lourdes relata que nunca conseguiu aceitar plenamente o diagnóstico e chegou a trocar de terapeuta seis vezes até encontrar, na neurometria, respostas mais claras. A análise dos dados abriu novas perspectivas terapêuticas e permitiu a construção de um plano de intervenção totalmente direcionado.

“Eu era teimosa, não aceitava o diagnóstico. A neurometria ajudou a identificar de forma mais exata. Fiz testes que mostraram níveis muito elevados de ansiedade e até uma intoxicação no fígado. Hoje sigo a terapia certinho e procurei um especialista para cuidar do fígado, os exames confirmaram a necessidade”, conta.

Um novo capítulo para a Psicologia brasileira:
O reconhecimento do CFP representa mais do que uma validação técnica. Marca uma virada de página na Psicologia brasileira, ao permitir que:
    • Psicólogos(as) utilizem a neurometria de forma regulamentada, ética e segura;
    • A tecnologia seja reconhecida como recurso complementar nas intervenções psicológicas;
    • A profissão avance na integração entre ciência, tecnologia e acolhimento humano.
      
A neurometria deixa de ser apenas promessa. É presente, é real e é transformadora. Para muitas famílias, representa algo que nenhuma diretriz técnica consegue traduzir sozinha: esperança baseada em evidências. “Estamos vivendo uma revolução silenciosa, em que tecnologia e Psicologia caminham juntas para ressignificar histórias que antes eram consideradas sem saída. E este é apenas o começo”, conclui Dr. Jefferson Morel.

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RENATA DOS SANTOS PORTELA
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