Casos de infarto crescem 84% em 2025 e instituição de saúde alerta para riscos das festas de fim de ano

Combinação de calor, estresse e excessos alimentares eleva ocorrências cardiovasculares; especialistas reforçam importância de identificar sinais de alerta e manter medicação.

Por Redação-Itaquera em Notícias
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Imagem ilustrativa: Getty Images

O período de festas em dezembro está associado a um aumento significativo nos riscos cardiovasculares, com dados da American Heart Association indicando uma probabilidade 15% maior de ataques cardíacos no mês e até 37% na véspera de Natal. Esse fenômeno, impulsionado pelo estresse acumulado, calor intenso e excessos alimentares e alcoólicos, reflete-se diretamente no sistema de saúde da capital paulista. No Hospital Santa Marcelina, referência na Zona Leste, o serviço de hemodinâmica registrou, entre janeiro e novembro de 2025, um crescimento de 84% nos casos de infarto em comparação ao mesmo período de 2024.

A combinação de dietas ricas em sal e gordura com o consumo elevado de álcool pode desencadear picos hipertensivos e arritmias, condição conhecida como "síndrome do coração de feriado". O Dr. Jamil Ribeiro Cade, coordenador do Serviço de Cardiologia Intervencionista da instituição, explica que os efeitos podem ser severos, especialmente para quem já possui fatores de risco. “O fim do ano é um momento especial e festivo, mas não suspende a necessidade de cuidado com o coração. Os excessos são pontuais, mas seus efeitos podem ser intensos”, destaca o especialista.

Um dos maiores desafios apontados pelo hospital é a negligência dos pacientes diante dos sinais de alerta, que muitas vezes são confundidos com mal-estar passageiro. Dr. Jamil reforça que sintomas como dor torácica, falta de ar, sudorese fria e palpitações não devem ser ignorados. “Muitos confundem dor no peito, falta de ar ou mal-estar com efeitos da alimentação, álcool ou cansaço — e isso atrasa o atendimento e aumenta a mortalidade”, alerta o cardiologista. A recomendação é buscar socorro imediato ao identificar qualquer um desses desconfortos.

Para mitigar os riscos, as orientações incluem manter a hidratação, moderar o consumo de álcool, não interromper o uso de medicamentos de rotina e praticar atividades físicas regulares. Em resposta à crescente demanda, o Hospital Santa Marcelina Saúde modernizou seu Serviço de Hemodinâmica, com a instalação de equipamentos de última geração e a abertura de uma quarta sala de procedimentos. A nova infraestrutura utiliza tecnologias de imagem em 4D e tomografia integrada para garantir maior agilidade e precisão no tratamento de casos complexos e urgências coronárias.

Atualmente, a GCM de São Paulo é a maior guarda armada do país, com 7.500 integrantes. Nos últimos quatro anos, a corporação passou por um processo de valorização profissional, com reajuste de 72% no salário inicial da categoria e consolidação do plano de carreira. Além disso, houve o fortalecimento de benefícios, como o aumento de 50% na Diária Especial de Atividade Complementar (Deac) e a duplicação do valor do seguro de vida dos agentes.

No suporte operacional, a frota da guarda saltou de 251 viaturas em 2021 para os atuais 610 veículos, incluindo modelos elétricos. A infraestrutura recebeu um aporte de R$ 21 milhões para a modernização das 32 inspetorias regionais. A corporação também renovou seu armamento, adquirindo mais de seis mil equipamentos próprios nos últimos anos, reduzindo a dependência de armamentos cedidos por outras instituições.

O reforço na segurança pública também se apoia no uso de tecnologia avançada, como o sistema Smart Sampa, que opera 40 mil câmeras de monitoramento, e o programa Dronepol. Segundo dados da gestão, operações específicas como a "Paulista Mais Segura" apresentaram resultados expressivos, registrando uma queda superior a 50% nos índices de criminalidade na região da Avenida Paulista em comparação ao ano anterior.