Caminhada pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas reúne quase 5 mil pessoas na Avenida Paulista
Evento reuniu quase 5 mil participantes, que foram às ruas para reafirmar que o enfrentamento à violência de gênero
FERREIRA ANTUNES
02/12/2025 16h01 - Atualizado há 6 dias
Divulgação
No último dia 30 de novembro, a Avenida Paulista foi tomada por um mar de vozes, passos e propósitos. A Caminhada pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas, realizada pelo Núcleo São Paulo do Grupo Mulheres do Brasil, reuniu quase 5 mil participantes, que foram às ruas para reafirmar que o enfrentamento à violência de gênero não é um problema privado, e sim uma urgência coletiva.
Com o lema “Dê seu passo nessa luta”, o evento marcou a 8ª edição da mobilização anual que integra a campanha internacional dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. No Brasil, por sugestão da ONU a campanha tem 21 dias, abrangendo a data de 20 de novembro – Dia da Consciência Negra. O objetivo é claro: sensibilizar a sociedade, ampliar o debate público e pressionar por ações efetivas de prevenção, acolhimento e responsabilização.
A presidente do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Helena Trajano, esteve presente e reforçou que o país não pode mais normalizar agressões, abusos e violações contra mulheres.
“Não dá mais para ficar olhando a violência contra as mulheres como se não fosse com a gente. Esse é um problema de toda a sociedade. Estamos muito envolvidas nessa causa porque não podemos aceitar que uma mulher sofra violência só por ser mulher. Por isso chegamos à oitava edição da Caminhada: para chamar atenção, mobilizar todo mundo e seguir lutando para acabar com qualquer forma de violência contra mulheres e meninas.”, afirmou.
As líderes do Comitê de Combate à violência contra mulheres e meninas do Grupo Mulheres do Brasil, também reforçam que esta causa é de toda a sociedade, por isso é fundamental o envolvimento de empresas privadas e Instituições Públicas como apoiadores e agentes de transformação dessa causa.
A mobilização deste ano, se tornou crucial, diante do aumento dos feminicídios no Brasil, principalmente, em São Paulo e, reforça a importância das ações coletivas e o papel das organizações civis na construção de uma cultura de prevenção e proteção. Cada passo dado simboliza uma história, uma resistência e, sobretudo, um compromisso: o de não deixar nenhuma mulher caminhar sozinha.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
CAIO FERREIRA PRATES
[email protected]