Economia do E: como integrar soluções para destinar resíduos com geração de valor econômico

* Por Eduardo Porciuncula, gerente-geral da Verdera, unidade de gestão e destinação de resíduos da Votorantim Cimentos

MARINA DE CAPISTRANO
13/11/2025 11h19 - Atualizado há 4 semanas

Economia do E: como integrar soluções para destinar resíduos com geração de valor econômico
Divulgação Verdera
A gestão de resíduos sólidos não pode mais ser vista como uma decisão binária entre reciclar ou descartar. O desafio contemporâneo exige a prática do que podemos chamar de “Economia do E”: um sistema em que diferentes soluções de tratamento de resíduos, como reciclagem, coprocessamento, compostagem e biocombustíveis (biogás, biometano, hidrogênio verde), atuam de forma integrada para transformar o que antes era passivo ambiental em ativo econômico e energético. 

O Brasil ainda destina incorretamente cerca de 40% dos resíduos urbanos, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Precisamos ir além da lógica do ‘ou’ para ampliar a destinação sustentável de resíduos. A solução está no ‘e’ combinando  diferentes tecnologias de tratamento. Só assim conseguimos dar um fim responsável ao que não pode ser reaproveitado e, ao mesmo tempo, gerar novos recursos. 


Esse modelo plural fortalece a economia circular ao diversificar caminhos de destinação de resíduos. Enquanto a reciclagem dá nova vida a materiais, os rejeitos que não têm viabilidade de reaproveitamento também devem ter um destino sustentável. A conversão de rejeitos em energia, seja via coprocessamento em fornos de cimento, seja pela produção de biogás e biocombustíveis, amplia a matriz energética com fontes renováveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e mitigando emissões de gases de efeito estufa. 

A Verdera tem demonstrado na prática a força dessa integração. Em 2024, inaugurou em Itaperuçu (PR) uma unidade de processamento de resíduos com capacidade para processar 48 mil toneladas anuais de resíduos, os quais são destinados, por meio do coprocessamento, na fábrica da Votorantim Cimentos, em Rio Branco do Sul (PR). A Verdera também tem atuado no tratamento de rejeitos do agronegócio dando uma nova destinação para resíduos, como caroço de açaí, casca de soja, espiga de milho, entre outros reduzindo a pegada de carbono e criando uma solução para produtores agroindustriais, um exemplo claro de economia circular em ação. 

Esse movimento ganha fôlego com as pressões regulatórias. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e legislações estaduais vêm exigindo que empresas assumam corresponsabilidade pelo ciclo de vida de seus produtos, estimulando a logística reversa e a rastreabilidade digital. Nesse cenário, soluções como o coprocessamento tornam-se diferenciais competitivos, pois asseguram destruição completa de materiais e certificação da destinação final. 

A chamada “Economia do E” também tem caráter estratégico. Para indústrias que precisam reduzir as emissões, a combinação dessas soluções significa resiliência frente às volatilidades energéticas e regulatórias. Para os municípios, é uma oportunidade de reduzir o volume de resíduos enviados para aterros, ampliando a vida útil desses locais. Para o agronegócio, é a chance de dar uma destinação mais sustentável para seus resíduos. 

O futuro não está em escolher entre uma solução e outra, mas em orquestrar todas. A Verdera está pronta para liderar essa transformação, guiando empresas, cidades e produtores rumo a um futuro mais limpo, inteligente e economicamente viável. Pensar diferente, atuar de forma conjunta e garantir que cada resíduo encontre seu destino certo é o que vai nos permitir construir um futuro mais limpo e, sobretudo, viável. 
 

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MARINA GRAD WERNECK DE CAPISTRANO
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FONTE: https://www.verderasolutions.com.br/
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