De um lado, um fotógrafo que dedica horas ou dias para capturar uma imagem única, autêntica. Do outro, uma inteligência artificial que gera uma cena similar, e por vezes indistinguível, em menos de um minuto. Essa diferença já não se limita a estilo ou técnica. Hoje, o debate é sobre valor e confiança: o que significa uma imagem ser autêntica na era da inteligência artificial?
Nas últimas semanas, viralizaram as imagens criadas pelo Gemini, da Google, capazes de transformar uma frase em cenas realistas em poucos segundos. O fenômeno ampliou a pressão sobre fotógrafos e bancos de imagem, que agora disputam espaço com um fluxo quase ilimitado de criações digitais. Ao mesmo tempo, consumidores, veículos e marcas se perguntam até que ponto ainda é possível distinguir o registro autêntico da simulação feita por algoritmos.
Para enfrentar esse cenário, surgiu a C2PA (Coalition for Content Provenance and Authenticity), uma iniciativa que reúne empresas de tecnologia, mídia e hardware para estabelecer um padrão aberto de rastreabilidade. Uma das empresas que apostam nessa infraestrutura é a Sony, que passou a integrar o comitê diretor do C2PA.
A iniciativa cria um padrão em que cada imagem ou vídeo carrega um conjunto de informações criptografadas: quem produziu, quando, em qual dispositivo e quais edições foram feitas ao longo do tempo. Esse tipo de selo digital não impede que deepfakes sejam criados, mas oferece uma forma de discernir o que tem origem verificada do que não tem. A diferença é semelhante a comprar um produto com nota fiscal e garantia versus adquirir algo sem procedência.
A fabricante japonesa incorporou a autenticação digital ao seu portfólio de câmeras. O modelo PXW-Z300, lançado neste ano, é a primeira câmera de vídeo portátil da marca que grava conteúdo com assinatura digital inserida. Isso significa que, ao mesmo tempo que registra a cena, o equipamento grava também um carimbo de autenticidade que acompanha o arquivo. Além disso, mantém o histórico de edições de acordo com o padrão C2PA, facilitando a verificação de integridade do material.
O especialista de pré-vendas da Sony Professional Solutions Brasil, Felipe Rodrigues, diz que “A PXW-Z300 foi desenvolvida pensando na necessidade crescente de comprovar a autenticidade do conteúdo audiovisual. Com a assinatura digital integrada e compatibilidade com o padrão C2PA, os profissionais podem registrar imagens e vídeos sabendo que cada arquivo traz consigo o histórico de criação e edição. Isso garante mais segurança e confiança nas produções”.
A câmera foi pensada para reportagens, documentários e transmissões ao vivo, em áreas em que a confiança no material audiovisual é crítica. Além da autenticação, o equipamento traz três sensores CMOS Exmor R de 1/2, processador BIONZ XR, reconhecimento de objetos por inteligência artificial, transmissão em 5G e integração em nuvem.
Para reforçar o compromisso da marca com autenticidade e procedência, a gerente de marketing da Sony, Ana Mallerbi, destaca: “Nosso objetivo como marca é reforçar continuamente o compromisso de fornecer aos profissionais do audiovisual ferramentas que garantam autenticidade, procedência e reconhecimento, ajudando-os a se destacar no mercado”, completa.
Sobre a Sony Professional Solutions Brasil
A Sony Professional Solutions Brasil é a divisão da Sony dedicada a oferecer tecnologias e soluções profissionais para os mercados de mídia, entretenimento, corporativo, educacional, governamental e de eventos ao vivo. Com um portfólio que vai de câmeras e sistemas de produção de última geração até soluções integradas de transmissão ao vivo. Saiba mais em: Sony Professional Solutions Brasil.
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MARIANNE BEZERRA DA SILVA FLORINDO
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