Confusão sobre regras de bagagem de mão causa transtornos em aeroportos e aumenta procura por proteção de malas

Passageiros relatam cobrança e despacho obrigatório de malas de bordo; nova proposta aprovada na Câmara reacende debate sobre cobrança de bagagens

GIOVANNA ALVES
11/11/2025 16h48 - Atualizado há 1 mês

Confusão sobre regras de bagagem de mão causa transtornos em aeroportos e aumenta procura por proteção de
Banco de imagem/Freepik
A recente confusão em torno das regras de bagagem de mão tem gerado uma onda de reclamações e incertezas nos aeroportos brasileiros. Passageiros de companhias como GOL e LATAM relatam que, mesmo com malas dentro das dimensões permitidas, estão sendo obrigados a despachar suas bagagens de bordo — muitas vezes mediante cobrança adicional. O cenário reacende a discussão sobre a falta de transparência nas políticas de transporte de bagagens e a necessidade de padronização nas regras do setor aéreo.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o passageiro em voos domésticos tem direito de transportar gratuitamente uma bagagem de mão de até 10 kg, desde que dentro dos limites de tamanho e segurança. No entanto, na prática, as companhias têm adotado critérios próprios, o que vem surpreendendo consumidores no momento do embarque. Em muitos casos, a mala é redirecionada para o despacho, mesmo sem ultrapassar o peso ou as dimensões definidas pela ANAC.


A situação se agravou nas últimas semanas, quando começaram a circular vídeos e relatos de passageiros sendo impedidos de embarcar com malas de bordo sem pagamento adicional. Ao mesmo tempo, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que proíbe a cobrança de bagagem de mão e restabelece o direito ao despacho gratuito de uma mala de até 23 kg. O texto agora segue para o Senado, reacendendo o debate sobre o equilíbrio entre o direito do consumidor e a liberdade comercial das empresas aéreas.

Enquanto as discussões avançam em Brasília, o impacto já é sentido nos aeroportos. Segundo Paulo Fabra, CEO da Protec Bag, empresa presente em diversos terminais do país, o número de malas pequenas sendo despachadas cresceu expressivamente nos últimos meses.

“Temos observado um aumento considerável na quantidade de bagagens de mão que acabam sendo despachadas. Muitos passageiros chegam acreditando que vão embarcar com suas malas de bordo, mas descobrem na fila do check-in que precisarão pagar taxas adicionais ou entregá-las no porão. É nesse momento que procuram nossos pontos para plastificar e proteger a bagagem, evitando danos e extravios”, explica Fabra.

O executivo destaca que a falta de clareza e padronização é hoje o principal motivo de frustração entre os viajantes.
“Cada companhia aérea estabelece seus próprios critérios e altera com frequência o que é permitido a bordo. Até que haja uma regulamentação mais estável, o passageiro precisa se antecipar — conferindo as regras da empresa e tomando medidas preventivas, como proteger a mala antes do embarque”, complementa.

Nos principais aeroportos do país, a Protec Bag tem registrado uma alta demanda por embalagens protetoras de última hora, especialmente entre passageiros surpreendidos com a obrigação de despachar suas malas. O movimento revela não apenas a insegurança causada pelas mudanças constantes nas políticas das companhias, mas também o comportamento mais cauteloso dos consumidores.

“O passageiro está mais atento e entende que o cuidado com a bagagem começa antes do embarque”, conclui Fabra. “Com tantas idas e vindas nas regras, proteger a mala deixou de ser um luxo — virou uma necessidade para evitar prejuízos e aborrecimentos.”
 

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GIOVANNA REBELO ALVES
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