Universidade de Brasília e Rede JP promovem painel sobre comunicação e violência digital a comunicadoras na Marcha das Mulheres Negras 2025
CARLOS AUGUSTO RODRIGUES
12/11/2025 11h45 - Atualizado há 3 semanas
Rede JP
Em um contexto de crescente violência digital e desinformação, a Rede Jornalistas Pretos dentro da Marcha das Mulheres Negras 2025 promove um painel essencial para a defesa da democracia e da segurança online. O evento “Resistir é Comunicar: Gênero, desinformação e violência digital na Marcha das Mulheres Negras 2025” propõe um diálogo interseccional para fortalecer a segurança digital e a integridade informacional de mulheres comunicadoras negras, indígenas e latino-americanas. O encontro marca o lançamento oficial da Cartilha REPCONE sobre Proteção Digital para Comunicadoras Negras na América Latina. Esta publicação bilíngue (português e espanhol), a obra é um compilado de estratégias, boas práticas e ferramentas construídas para o enfrentamento da violência de gênero online, em seguimento a um curso homônimo feito pela Rede entre setembro e novembro deste ano que contou com além de aulas, redes de apoio psicoemocional e jurídico a jornalistas. O painel será realizado no dia 24 de novembro de 2025, das 15h às 17h30 da tarde, no Auditório Pompeu de Sousa, térreo da Faculdade de Comunicação (FAC) da Universidade de Brasília (UnB), e contará com a presença de renomadas jornalistas, ativistas e pesquisadoras em duas mesas principais: voltadas à história e relatos de jornalistas negras e experiências e formas de resistência no jornalismo digital. Destaques da Programação O evento será dividido em duas mesas de debate, precedidas pela abertura da Profa. Dione Moura, Diretora da FAC-UnB, e Marcelle Chagas, Mozilla Tech Fellow e Coordenadora Geral da REPCONE e Rede JP. A mesa 1, de nome “Mulheres negras jornalistas contam histórias” focará no papel do jornalismo negro na luta contra o racismo estrutural, na cobertura de narrativas sobre periferias e no combate à injustiça informacional, além de discutir a violência política, racial e de gênero enfrentada pelas profissionais. Já a mesa 2, “Experiências e resistências digitais” explorará estratégias de segurança digital e autodefesa de ativistas e comunicadoras, as experiências de inovação em tecnologia social (como a "Tecnologia Griô") e o uso da tecnologia para a justiça de gênero e racial. Entre algumas das participantes presentes estão as jornalistas e lideranças de diferentes nacionalidades como a comunicadora e ativista Argentina, Sandra Chagas, do Comitê de Tecnologia da Marcha das Mulheres Negras; a americana Tamika Middletown (Women’s March); a brasileira Mayara Nunes (Instituto Peregum e GriôTech); a colombiana Alejandra Petrel, do Instituto AfroColectiva, entre diversos outros nomes símbolos de potência afrofeminina na comunicação mundial. O painel "Resistir é Comunicar" integra a agenda oficial da Marcha das Mulheres Negras 2025, que será realizado no dia 25 de novembro, sucedendo o evento na Universidade de Brasília. As inscrições para participação no auditório da Universidade podem ser feitas através deste link, que servirá como registro para entrada (ambas as mesas) no dia 24. Organização e Parcerias: O evento é uma iniciativa da Rede Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação (Rede JP), a REPCONE — Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras, Mozilla Foundation e Red de Periodistas Afrolatinos com coorganização da Vozes da Rede e da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Abaixo, encontre todas as informações essenciais para participar do painel "Resistir é Comunicar" na programação da Marcha das Mulheres Negras 2025. Sobre a Rede Jornalistas Pretos Fundada em 2018, a Rede JP é uma organização não-governamental brasileira dedicada ao desenvolvimento do jornalismo produzido por comunidades negras, indígenas, quilombolas e periféricas no Brasil. Sua atuação se baseia nos pilares de educação, representatividade e oportunidade, buscando a democratização do processo de comunicação, por meio de atividades, projetos de parceria, articulações e produções jornalísticas. A Rede JP também articula três redes próprias: a Red de Periodistas Afrolatinos, voltada a comunicação na América Latina; o Vozes da Rede, que inclui participação regional no país para articulação e realização de ações jornalísticas; e a Rede de Proteção Digital a Comunicadoras Negras (REPCONE), voltada a proteção digital e participação de jornalistas e comunicadoras negras mundialmente. SERVIÇO Evento “Resistir é Comunicar: Gênero, desinformação e violência digital na Marcha das Mulheres Negras 2025” Data: Segunda-feira, 24 de novembro de 2025. Horário: 15h às 17h30, horário de Brasília.
Local: Auditório Pompeu de Sousa, térreo da Faculdade de Comunicação (FAC) da Universidade de Brasília (UnB). Endereço: Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília, DF. Tema Central: Diálogo interseccional sobre violência digital, desinformação e lançamento da Cartilha REPCONE de Proteção Digital para Comunicadoras Negras. Inscrições: Faça sua inscrição (entrada franca) através deste link para garantir seu registro e entrada no auditório https://ee.kobotoolbox.org/x/jLEbBmVC Realização: Rede de Jornalistas Afrolatinos, Mozilla Foundation, Rede de Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação (Rede JP) e REPCONE — Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras. Coorganização: Vozes da Rede (Coordenação Regional da Rede JP) e Faculdade de Comunicação da UnB. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
Carlos Augusto Rodrigues Arruda
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