IA e energia renovável impulsionam a nova geração de data centers no Brasil
DCD Connect Brasil 2025 debateu temas como sustentabilidade e eficiência energética
ROBERTO LIMA
10/11/2025 17h34 - Atualizado há 1 mês
Divulgação Vaisala
Na última edição do Data Center Dynamics (DCD Connect Brasil 2025), nos dias 4 e 5 de novembro, em São Paulo, evento considerado um dos principais encontros da indústria de infraestrutura digital da América Latina, especialistas do setor discutiram as novas fronteiras da operação e expansão de datacenters no país, com destaque para Inteligência Artificial (IA), sustentabilidade, eficiência energética e monitoramento ambiental, dentre outros.
De acordo com Egídio Ferraz, South LATAM Sales Manager da Vaisala, empresa líder global em tecnologias de medição ambiental e industrial, o DCD 2025 debateu também três frentes de inovação que vêm ganhando força no mercado brasileiro de data centers: o resfriamento líquido (liquid cooling) e a evolução dos sistemas térmicos, o monitoramento ambiental inteligente com sensores de alta precisão, e as estratégias de eficiência energética voltadas à redução do PUE (Power Usage Effectiveness).
“Com o avanço das cargas de trabalho de Inteligência Artificial e o aumento da densidade por rack, novas soluções em resfriamento, monitoramento e eficiência energética estão redefinindo o padrão de operação dos ambientes críticos no país”, explica o engenheiro da Vaisala. Ele menciona ainda que, entre as inovações mais promissoras, o resfriamento líquido e a evolução dos sistemas térmicos ganham destaque. “Essa tecnologia vem se consolidando à medida que o uso de IA e aplicações de alta densidade demandam maior capacidade de dissipação térmica”, acrescenta.
Energia
Um dos desafios hoje no Brasil para a expansão de data centers passa também pelas áreas de energia, conectividade e mão de obra. Apesar dos avanços tecnológicos, o setor ainda enfrenta desafios estruturais para crescer em ritmo acelerado. A disponibilidade e qualidade da energia elétrica variam entre regiões, o que obriga investidores a desenvolver subestações próprias e ampliar redes de distribuição.
Conforme Egídio Ferraz, o time-to-market também é um obstáculo, como a complexidade dos projetos, o licenciamento e a importação de equipamentos, que podem estender prazos e impactar receitas. “Em paralelo, há escassez de terrenos com conectividade adequada, que combinam energia robusta e baixa latência de fibra, além de déficit de profissionais técnicos especializados em climatização, elétrica e automação”, salienta.
Ele frisa ainda que, no contexto da energia renovável como vantagem competitiva, isso deixou de ser apenas uma meta de sustentabilidade e se tornou um fator estratégico para competitividade. “A adoção de PPAs (Power Purchase Agreements) com parques solares e eólicos tem se mostrado financeiramente vantajosa, reduzindo custos no longo prazo. Além disso, operadores internacionais e grandes clientes corporativos exigem rastreabilidade da matriz energética, em linha com políticas de governança ESG e metas de redução de emissões de carbono”, pontua.
Ferraz lembra ainda que, no contexto brasileiro, essa transição é ainda mais viável, pois a matriz elétrica nacional é predominantemente renovável, oferecendo vantagem comparativa em relação a outros mercados. “Na Vaisala, sensores de alta precisão podem otimizar o consumo de energia, reduzir custos operacionais e aumentar a confiabilidade dos seus ambientes críticos. E pensando no cenário atual de data centers, onde eficiência energética e redução de custos operacionais são prioridades, a escolha de sensores confiáveis faz toda a diferença”, sintetiza.
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Roberto César de Sousa Lima
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