Ciberataques seguem em alta no Brasil e país continua entre os mais visados da América Latina

Brasil registra média de 2.733 ataques semanais por organização; globalmente, os riscos ligados à IA generativa ampliam exposição a dados sensíveis

Por JULIANA VERCELLI
4 Min

Ciberataques seguem em alta no Brasil e país continua entre os mais visados da América Latina
Imagem ilustrativa - Divulgação Check Point Software
O Brasil continua entre os países mais atacados por cibercriminosos na América Latina, segundo o Relatório Global de Inteligência de Ameaças de setembro de 2025, da Check Point Research (CPR), divisão de inteligência de ameaças da Check Point Software. O estudo mostra que as organizações brasileiras enfrentaram, em média, 2.733 tentativas de ataques semanais por organização, número que mantém o país em patamar elevado de risco e praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior (queda de 1%).

Enquanto isso, a América Latina registrou 2.826 ataques semanais por organização, alta de 7% em um ano, reforçando a tendência de aumento regional de incidentes cibernéticos. Globalmente, a média foi de 1.900 ataques semanais, com destaque negativo para a América do Norte, que apresentou crescimento de 17% impulsionado pela nova onda de ransomware.


Ransomware cresce 46% e mira setores críticos

O ransomware segue como a ameaça mais destrutiva e financeiramente danosa. Em setembro, foram relatados 562 incidentes no mundo, um aumento de 46% em relação a 2024. A América do Norte respondeu por 54% dos casos, seguida da Europa (19%). Os Estados Unidos lideraram isoladamente, com 52% dos incidentes globais.

Por setor, Construção e Engenharia foi o mais afetado no mundo (11,4% das vítimas), seguido de Serviços Empresariais (11%) e Manufatura (10,1%). Grupos de cibercriminosos como Qilin, Play e Akira foram os mais ativos, utilizando técnicas de criptografia avançada e ataques direcionados a infraestruturas críticas e cadeias de suprimentos.

Setores mais visados no Brasil por ciberameaças

No recorte nacional, os setores que mais sofreram tentativas de ataques foram:
 
  1. Governo e instituições públicas, com 4.407 ataques semanais por organização nos últimos 30 dias;
  2. Telecomunicações, com 2.365 ataques;
  3. Serviços empresariais, com 2.102 ataques.

IA generativa eleva risco de vazamento de dados

O relatório também revela a emergência de um novo vetor de risco ligado à IA generativa (GenAI). De acordo com o relatório, um em cada 54 prompts de IA corporativa apresentou alto risco de exposição de dados sensíveis, e 91% das organizações que utilizam ferramentas de GenAI foram afetadas por algum tipo de incidente relacionado à perda ou vazamento de informação. Outros 15% dos prompts continham dados confidenciais — como código proprietário, informações de clientes ou comunicações internas.

Segundo Omer Dembinsky, gerente de Pesquisa de Dados da Check Point Research (CPR), a velocidade com que os cibercriminosos exploram novas tecnologias supera a capacidade de adaptação das empresas. “A única defesa sustentável é uma estratégia de prevenção em primeiro lugar, impulsionada por inteligência artificial em tempo real, capaz de proteger redes, nuvens, endpoints e identidades de forma integrada”, afirma.

O relatório reforça que, mesmo com oscilações mensais no volume total de incidentes, a sofisticação dos ataques e o potencial de impacto financeiro continuam a crescer, consolidando a cibersegurança como um tema de risco corporativo e de continuidade de negócios.

Mais detalhes sobre o Relatório Global de Inteligência de Ameaças de setembro de 2025 estão disponíveis no blog da Check Point Software.


 

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JULIANA VERCELLI
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FONTE: https://www.checkpoint.com/pt/
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