Mercado digital movimenta R$ 14 bi, mas negócios fecham cedo — especialista explica como escapar dessa estatística

Fundadora do Grupo Líbertas analisa armadilhas frequentes no mercado digital e aponta caminhos para negócios mais sustentáveis

PEDRO SENGER
29/08/2025 14h52 - Atualizado há 11 horas

Mercado digital movimenta R$ 14 bi, mas negócios fecham cedo — especialista explica como escapar dessa
Divulgação

O mercado brasileiro de negócios digitais movimentou mais de R$ 14 bilhões em 2024, segundo a Associação Brasileira de Marketing Digital (ABMD). Apesar do potencial, a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) revela que cerca de metade dos novos negócios fecha antes de completar três anos — cenário que no ambiente online costuma ser ainda mais desafiador, marcado por alta concorrência, mudanças rápidas e pela falta de estratégia consistente. Para Bettina Rudolph, fundadora do Grupo Líbertas e especialista em formação de empreendedoras digitais, boa parte desses fracassos se repete por erros básicos de condução. 

"Empreender online não é diferente de empreender no físico: exige estratégia, posicionamento e consistência. Muitas mulheres desistem porque começam de forma desordenada, sem um método claro e sem acreditar no valor do próprio conhecimento", afirma Bettina. É justamente para evitar esse ciclo que o Grupo Líbertas desenvolveu o ZD (Do Zero ao Digital) — um programa que ensina mulheres a transformar suas habilidades e experiências em produtos digitais estruturados e lucrativos. 

A metodologia do programa abrange desde o posicionamento e construção de autoridade até estratégias de venda e lançamento. O objetivo é levar as alunas a faturarem seus primeiros R$ 100 mil em até 12 meses, com muitos casos alcançando esse marco antes do previsto. Um dos exemplos mais marcantes é o da médica Juliane Stall, que, em apenas dois meses de curso, faturou R$ 150 mil — mais do que ganhava em um ano como médica generalista plantonista. 

Segundo a executiva, três erros são recorrentes entre iniciantes no digital:

  • Acreditar que não há conhecimento para vender: muitas empreendedoras subestimam suas experiências profissionais e de vida, deixando de enxergar que habilidades adquiridas — seja na área médica, na confeitaria, na advocacia ou em qualquer outro segmento — podem se transformar em produtos digitais de alto valor. Essa insegurança leva à paralisia ou a projetos superficiais, que não comunicam claramente o diferencial da empreendedora.
     
  • Começar por produtos de baixo valor, como e-books baratos, por medo de cobrar mais: ao optar por preços muito baixos para "testar" o mercado, a empreendedora reduz seu potencial de receita e atrai um público menos engajado. Além disso, dificulta validar se o modelo de negócio será realmente sustentável, já que os custos de produção, divulgação e suporte muitas vezes superam o faturamento.
     
  • Aplicar múltiplos métodos ao mesmo tempo: na busca por resultados rápidos, é comum que iniciantes misturem diferentes estratégias, cursos e técnicas sem seguir um plano até o fim. Isso fragmenta o foco, impede a análise real de resultados e atrasa o crescimento do negócio. O ideal, segundo Bettina, é escolher um único método, aplicar de forma consistente e ajustar apenas após avaliar os resultados. "Quando você escolhe uma estratégia, se aprofunda e executa até o fim, os resultados tendem a aparecer. O problema é que grande parte desiste no meio do processo", explica.

Para Bettina, transformar conhecimento em um negócio digital lucrativo exige disciplina e foco. "Não existe fórmula mágica, mas existe método e ele começa quando você decide parar de pular de estratégia em estratégia", reforça. Ela explica que, ao seguir um único caminho de forma consistente e manter uma comunicação genuína com a audiência, o empreendedor valida ideias com mais rapidez, evita desperdícios e constrói uma base sólida de clientes fiéis, em vez de se perder em tentativas aleatórias que dificilmente dão resultado.


 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
PEDRO GABRIEL SENGER BRAGA
[email protected]


Notícias Relacionadas »