Abril Azul: Mês da Conscientização sobre o Autismo convida à empatia, ciência e inclusão
SARAH MONTEIRO
01/04/2025 15h12 - Atualizado há 19 horas
Divulgação
Abril chegou e com ele um chamado importante: é o mês da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conhecido como Abril Azul. Mais do que uma campanha simbólica, o período busca ampliar o debate sobre o autismo, estimular o diagnóstico precoce e promover uma sociedade mais inclusiva e empática. Para a neuropsicóloga Dra. Nathalie Gudayol, que há mais de 12 anos atua na interface entre psicologia e neurociência, esse é um momento estratégico para desmistificar o autismo e convidar a sociedade a refletir com base em ciência e sensibilidade. “Abril Azul é um lembrete de que a diversidade neurológica existe e precisa ser respeitada. O autismo não é uma doença, é uma forma diferente de funcionamento cerebral — e isso exige do mundo mais empatia, mais escuta e menos julgamento”, afirma a especialista, que alcança mensalmente milhões de pessoas com seus conteúdos digitais. Graduada em Psicologia pela Universidade Metodista de São Paulo, pós-graduada em Neuropsicologia pela Santa Casa e mestranda em Neurociência, Nathalie tem sido referência nacional no combate à desinformação sobre o TEA. Segundo ela, um dos maiores desafios enfrentados por famílias e indivíduos diagnosticados é a falta de acolhimento e acesso a avaliações e terapias eficazes. “Muitos autistas passam anos sem diagnóstico, sofrendo na escola, no trabalho, nas relações. O suporte certo muda vidas. A neuropsicologia transforma porque ajuda a compreender como o cérebro funciona e como cada pessoa pode atingir seu potencial”, explica Nathalie. No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas estejam dentro do espectro, segundo dados do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), e os números seguem crescendo com o avanço do diagnóstico. No entanto, a falta de políticas públicas específicas e de informação de qualidade ainda são entraves para o progresso. “Precisamos falar sobre autismo o ano inteiro, mas abril nos dá palco para potencializar esse diálogo. Falar sobre saúde mental não é luxo, é necessidade”, reforça a neuropsicóloga. Com mais de 160 mil seguidores nas redes sociais e entrevistas em veículos como R7, Estadão e Estado de Minas, Nathalie tem usado sua visibilidade para promover uma psicologia resolutiva, baseada em evidências e profundamente humana. Em suas palavras: “Não há paz com o mundo sem antes fazermos as pazes com o nosso cérebro.” O Abril Azul é, portanto, um convite: olhar para o autismo com mais curiosidade, mais respeito e mais afeto. E como destaca Nathalie Gudayol, “a inclusão começa no cérebro, mas se realiza na atitude”. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
SARAH MONTEIRO DE CARVALHO
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