São Paulo, abril de 2025 - No dia 1º de abril, comemora-se o Dia da Mentira. Mas qual a ligação desta data com o universo automotivo? Para que um carro funcione em perfeitas condições, é necessário estar atento aos mitos sobre manutenção que podem comprometer a dirigibilidade, especialmente no que diz respeito à troca do fluido de câmbio, já que não há um consenso entre as montadoras sobre a necessidade dessa substituição.
Para contribuir para que os motoristas estejam informados, a Motul, multinacional francesa especializada em lubrificantes e fluidos de alta tecnologia, elenca os principais erros cometidos pelos motoristas em relação à conservação desses componentes. São grandes mitos que, com o tempo, sugerem ser verdades quase absolutas.
1 - Todos os fluidos de transmissão são iguais: MITO. Existem fluidos específicos para diferentes veículos. Para saber qual produto é indicado para cada caso, é possível consultar o Guia de Aplicação da Motul.
2- A cor do fluido deve ser vermelha: MITO. A coloração de um produto é apenas uma forma de identificação e não está relacionado ao desempenho técnico.
3- Fluido de transmissão é vitalício: MITO: esse é um dos maiores equívocos sobre o fluido de transmissão. A verdade é que, se não for trocado conforme as recomendações de oficinas especializadas – que indicam um intervalo médio de 50.000 quilômetros ou três anos –, o fluido pode se degradar e causar danos irreversíveis ao motor.
“Em condições normais de uso, bem como em veículos que operam sob condições severas ou possuem histórico de degradação precoce do fluido, a troca antecipada é a opção mais segura. Isso ajuda a prevenir a queima das embreagens e o desgaste de solenóides, válvulas e do corpo de válvulas, evitando reparos dispendiosos e demorados”, afirma Danilo Silva, engenheiro de aplicação da Motul
Como a deterioração do fluido afeta a transmissão?
A degradação é um processo inevitável para qualquer componente do automóvel, e o fluido da transmissão não é exceção. Ele sofre oxidação devido às altas temperaturas de funcionamento, ao intenso cisalhamento, à formação de espuma, desgaste de componentes que contaminam o fluido e outros fatores que aceleram sua corrosão. Por isso, a substituição periódica do fluido é importante para garantir uma performance eficiente e proporcionar maior conforto na condução do veículo.
“A maior parte dos problemas nas transmissões automáticas acontece devido à degradação e contaminação do fluido”, complementa Silva. “Com o tempo, ele perde suas propriedades lubrificantes e pode colocar em risco o desempenho do câmbio, causando falhas que levam a reparos caros.
Na hora da mudança, é preciso verificar o fluido recomendado para o seu veículo, pois o uso de um produto inadequado pode danificar a transmissão. Para obter informações detalhadas sobre o fluido ideal, consulte o Guia de Aplicação da Motul.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ANNA CARLA JURAZECKI DE MATTOS
anna.mattos@rpmacomunicacao.com.br