Migração para nuvem deve crescer este ano em empresas públicas e privadas

Pesquisas mostram que o mercado crescerá 21,5% em 2025, e 90% das organizações devem adotar o serviço até 2027

MARINA GUEDES
01/04/2025 09h13 - Atualizado há 1 dia
Migração para nuvem deve crescer este ano em empresas públicas e privadas
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O serviço de migração para nuvem tem expectativas de expansão em instituições públicas e privadas. A projeção é que o mercado atinja crescimento de 21,5% até dezembro, de acordo com pesquisa da Gartner. Com isso, os investimentos devem chegar a US$723,4 bilhões este ano. Em 2024, o valor foi de  US$595,7 bilhões.

O levantamento também estima que, até 2027, 90% das organizações do mundo deverão adotar a nuvem. A tendência reflete a busca por maior eficiência, escalabilidade e flexibilidade na gestão de dados. Para o CEO da 4B Digital, Felipe Rossi, “a nuvem oferece uma capacidade sem precedentes de ajustar recursos de acordo com a demanda”.

Em artigo de sua autoria, Rossi ressalta que, em períodos de alta demanda – como lançamentos de produtos ou campanhas de marketing – as empresas podem ampliar sua capacidade de processamento e armazenamento de forma mais rápida. “Quando a demanda diminui, esses recursos podem ser reduzidos, promovendo uma eficiência operacional que seria impossível em infraestruturas locais.”

As organizações brasileiras têm investido na modernização de suas infraestruturas de TI, contando com o apoio de empresas desenvolvedoras de software. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, em 2022, 84,9% das empresas industriais com cem ou mais funcionários já utilizavam, pelo menos, uma tecnologia digital avançada, com a computação em nuvem sendo a mais adotada (73,6%).

Desafios e estratégias para uma migração segura

Apesar dos benefícios da computação em nuvem, a migração de dados para servidores externos impõe desafios para as organizações. O advogado especializado em direito digital e compliance, Sílvio Tadeu de Campos, alerta para os riscos inerentes a essa transferência. 

“A computação em nuvem, por sua própria natureza, expõe as empresas a maiores riscos de vazamentos e acessos não autorizados”, informa em artigo. Ele ressalta que a complexidade dos sistemas pode dificultar a rápida identificação e resolução de incidentes, o que exige uma postura proativa na gestão de segurança.

Uma maneira de garantir segurança é seguir a Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD (lei nº 13.709/2018), que preza pelo tratamento correto e a privacidade das informações pessoais.

Data Centers: a estrutura física da nuvem

Embora a computação em nuvem esteja se mostrando indissociável da transformação digital, ela depende de uma infraestrutura física pouco citada: os data centers.

Data centers são instalações especializadas que abrigam um grande número de computadores, servidores, sistemas de armazenamento e equipamentos de rede. Eles funcionam como os “corações” da infraestrutura digital, onde ocorre o processamento e o armazenamento de dados essenciais para o funcionamento de serviços de TI.

Para o CEO da Agora Distribuidora, Severino Sanches, a relevância dos data centers se destaca no contexto de transformação digital que vivemos. Porém, ele alerta que “o desafio futuro será acompanhar esse ritmo de crescimento, garantindo que os data centers estejam preparados para suportar a demanda crescente por serviços na nuvem”. 

Mesmo que o conceito de "nuvem" pareça abstrato, serviços como iCloud e Google Drive dependem de data centers para operar. Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que 42% dos processamentos nas empresas brasileiras já ocorrem na nuvem, ou seja, nesses centros de dados.


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MARINA FERNANDEZ GUEDES
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