No mês de combate ao bullying, escolas destacam a importância de ações contínuas de conscientização
Em sintonia com a série recém-lançada Adolescência, que aborda a temática e os impactos das redes sociais nesse processo, instituições de ensino de Goiânia destacam a urgência de um ambiente escolar seguro
KASANE COMUNICAÇÃO
31/03/2025 15h43 - Atualizado há 2 dias
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A nova série da Netflix, Adolescência, trouxe para o debate público um tema muito comum no universo juvenil e que causa muitos danos e consequências para os envolvidos: o bullying. Dividida em 4 episódios, a trama fala sobre um crime supostamente cometido por um adolescente de 13 anos e traz um conflito de percepções já que questiona quanto os pais do jovem sabem sobre o que acontece na vida de seus filhos. A obra retrata o universo juvenil e expõe a forma como o bullying pode se manifestar tanto no ambiente escolar quanto no digital. Dentro deste contexto, escolas da capital reforçam a importância de ações contínuas para prevenir a violência escolar. Segundo pesquisa nacional do Instituto DataSenado, 6,7 milhões de estudantes sofreram algum tipo de bullying nos últimos 12 meses, destacando a importância da promoção de um ambiente escolar mais seguro e acolhedor. O diretor do Colégio Integrado, Felipe Cavichiolo, destaca que o uso das redes sociais é um fator crucial para o aumento do bullying. “As redes sociais têm um impacto poderoso, pois as palavras e imagens publicadas ficam registradas de forma permanente. Precisamos educar os estudantes para que entendam as consequências de suas ações, tanto no ambiente físico quanto digital”, alerta. Ele também enfatiza o papel fundamental da educação e conscientização na prevenção de comportamentos agressivos entre os alunos além do ambiente escolar. “No Integrado, adotamos uma abordagem que combina escuta ativa, campanhas educativas e estratégias de conscientização para combater o bullying e fomentar o respeito entre os alunos. A escola tem um papel central, mas não podemos esquecer que a prevenção deve ser um esforço coletivo. Jovens não estão apenas na escola, mas também em outros contextos sociais, como clubes e praças, e todos devemos agir para prevenir e intervir quando necessário”, explica o diretor. A conscientização, para Cavichiolo, vai além de ações pontuais. “A verdadeira conscientização acontece quando a escola está próxima dos alunos, observando suas interações cotidianas. As ‘micro-relações’ – aqueles momentos discretos entre os estudantes – podem ser cruciais para prevenir situações de bullying. É importante que o aluno se sinta protagonista nesse processo, não apenas alguém que precisa ser corrigido, mas que também pode contribuir para a construção de um ambiente escolar mais saudável”, conclui. A escola e o desenvolvimento emocional A diretora pedagógica do Colégio Externato São José afirma que a inclusão de temas relacionados à saúde mental no ambiente escolar é uma medida fundamental e emergencial para fortalecer o desenvolvimento emocional dos jovens, além de criar espaços de escuta, acolhimento e orientação. “Quando os estudantes são convidados a refletir sobre sentimentos, autoestima, empatia e limites, tornam-se mais conscientes dos impactos que o uso excessivo ou inadequado das redes sociais pode causar em sua saúde mental”, diz. Estudos recentes mostram que quase 60% dos adolescentes relatam sentir ansiedade ou tristeza relacionada ao que veem nas redes sociais, segundo pesquisa do Pew Research Center (2023). No Brasil, a plataforma SaferNet revelou que 1 em cada 3 jovens entre 13 e 17 anos já sofreu algum tipo de violência on-line. “A escola, portanto, tem o dever de atuar como espaço de formação integral, onde se ensina também a lidar com emoções, frustrações e escolhas digitais”, reforça Tatiana. A educadora complementa que, diante deste cenário, o educador tem um papel essencial na prevenção e intervenção em casos de bullying. “Ao identificar sinais, como isolamento, mudanças de comportamento, queda no rendimento escolar ou relatos entre os colegas, é fundamental que ele atue com sensibilidade, acolha o estudante envolvido e acione imediatamente os protocolos da escola, envolvendo a equipe pedagógica e, quando necessário, os responsáveis. De acordo com o IBGE (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar – PeNSE, 2022), 35,6% dos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental relataram já ter sofrido bullying. É um índice preocupante, que exige ações consistentes de toda a comunidade escolar”, comenta. Tatiana enfatiza que mais do que punir, é importante promover o diálogo, entender os contextos e trabalhar com todos os envolvidos - vítima, agressor e grupo - para restaurar vínculos e reeducar comportamentos. “A escola precisa ser, acima de tudo, um espaço seguro para todos, e o educador, um agente ativo na construção de relações respeitosas e empáticas”, finaliza. Tatiana enfatiza que mais do que punir, é importante promover o diálogo, entender os contextos e trabalhar com todos os envolvidos - vítima, agressor e grupo - para restaurar vínculos e reeducar comportamentos. “A escola precisa ser, acima de tudo, um espaço seguro para todos, e o educador, um agente ativo na construção de relações respeitosas e empáticas”, finaliza. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
CAROLINA OLIVEIRA DE ASSIS
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