De acordo com o IBGE, o artesanato contribui para a economia de 67% dos municípios brasileiros e movimenta cerca de R$100 bilhões ao ano. Esse setor tem acompanhado o crescimento do mercado de luxo no Brasil, que avançou 18% nos últimos cinco anos, segundo pesquisa da Bain.
Em 2022, o segmento gerou cerca de R$74 bilhões, com expectativa de dobrar esse valor até 2030. No ano seguinte, o faturamento do mercado de luxo no país chegou a quase R$18 bilhões, sendo que acessórios como joias e relógios representaram aproximadamente 27% desse montante.
Nesse contexto, o Maciel Ateliê se destaca como um exemplo de empresa que alia tradição e inovação, utilizando materiais sustentáveis e promovendo práticas ecologicamente responsáveis na produção de suas joias. Com uma proposta criativa e sustentável, a empresa tem se destacado no mercado de joalheria de luxo artesanal ao adotar práticas responsáveis na criação de suas peças.
A marca reutiliza ouro, incentiva a reciclagem de materiais e substitui pedras preciosas por alternativas mais sustentáveis, promovendo um impacto ambiental reduzido e reforçando a conscientização sobre o consumo consciente.
Um dos principais diferenciais do ateliê é a reutilização do ouro. Clientes que cedem o material para a forja recebem descontos expressivos, especialmente quando se trata de joias de família, como alianças herdadas de gerações anteriores.
Barbara Maciel, fundadora do Maciel Ateliê, comenta que muita gente desconhece a possibilidade de reutilização das joias ou tem um apego emocional a peças que não são usadas há décadas.
O compromisso ambiental também está presente na escolha das embalagens, que evitam o plástico e priorizam materiais reciclados, desde as caixas de envio até o papel das notas fiscais. As joias são desenvolvidas para terem longa durabilidade, com metais nobres e padrões de espessura que evitam danos e minimizam a necessidade de substituição, reduzindo, assim, o consumo excessivo e a mineração de novos materiais.
Para ampliar seu impacto positivo, o ateliê investe na conscientização dos clientes, explicando os motivos pelos quais evita diamantes e incentivando o uso de pedras sintéticas e materiais reciclados. Entre os desafios enfrentados está a resistência de consumidores que ainda valorizam as pedras preciosas pelo status, sem considerar os danos ambientais causados por sua extração.
"Evito o uso de diamantes, devido aos impactos ambientais negativos de sua extração, optando por zircônias produzidas em ambiente controlado, que oferecem brilho e qualidade semelhantes", comenta a artesã.
Além das iniciativas sustentáveis, o Maciel Ateliê também busca impactar a comunidade por meio de ações educativas. Em Março, alunos da Escola Waldorf, de 8 a 9 anos, visitarão o ateliê para um tour interativo, onde aprenderão sobre o trabalho manual na joalheria e a importância de preservar o meio ambiente.
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CAROLINA PALHARES
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