Março amarelo: impactos da endometriose na adolescência

Especialista destaca a importância do diagnóstico precoce

LA
24/03/2025 10h38 - Atualizado há 1 dia
Março amarelo: impactos da endometriose na adolescência
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Março é o mês de conscientização sobre a endometriose, uma condição que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva e pode levar anos para ser diagnosticada. Os primeiros sinais costumam surgir ainda na adolescência, um período crítico de transição física e emocional, no qual as jovens mulheres começam a experimentar as complexidades do sistema reprodutivo.

No entanto, a falta de informação e o desconhecimento da condição por muitos profissionais de saúde atrasam o tratamento, impactando significativamente a qualidade de vida das jovens. Segundo dados da Associação Americana de Endometriose, 66% das mulheres adultas com endometriose começaram a apresentar os sintomas antes dos 20 anos, mas receberam o diagnóstico correto depois de 12 anos ou mais. 

Diante disso, Dr. Thiers Soares, ginecologista especialista em Endometriose, Adenomiose e Miomas, traz três dicas de como diagnosticar e tratar a endometriose. 

1- Como identificar a endometriose na adolescência?

Os principais sintomas da endometriose em adolescentes incluem cólicas menstruais intensas e incapacitantes, sangramentos irregulares, dores abdominais persistentes, dor durante a evacuação e fadiga crônica. Além disso, a dor pélvica pode ocorrer fora do período menstrual, o que pode ser um sinal de alerta para a doença.

2- Consequências do diagnóstico tardio

Quando a endometriose não é diagnosticada e tratada na adolescência, o quadro pode evoluir para complicações graves, como formação de aderências pélvicas, cistos ovarianos e dificuldades reprodutivas no futuro. Além dos impactos físicos, a doença pode afetar a saúde mental das jovens, levando à ansiedade e depressão devido às dores constantes e limitações no dia a dia.

3 - Opções de tratamento

O tratamento da endometriose na adolescência geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, combinando terapias hormonais, controle da dor e suporte psicológico. Métodos como o uso de contraceptivos hormonais, anti-inflamatórios e, em alguns casos, intervenção cirúrgica minimamente invasiva, podem ser indicados para aliviar os sintomas e evitar a progressão da doença.


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LAISE ALVES DE CARVALHO SILVA
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