Mercado de trabalho tech: 7 cursos gratuitos do setor para capacitar a continuidade do modelo 100% remoto

*Por Priscila Oliveira

LíVIA IKEDA | PARALELO COMUNICA ASSESSORIA DE IMPRENSA
10/02/2025 14h36 - Atualizado há 1 mês
Mercado de trabalho tech: 7 cursos gratuitos do setor para capacitar a continuidade do modelo 100% remoto
Priscila Oliveira, Head de Cultura e Pessoas da Kstack
De acordo com um estudo do IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, nos últimos 4 anos, 1 a 4 brasileiros vivenciaram a possibilidade de atuação remota, configurando em um total de 24,1% de pessoas habilitadas a esse modelo de trabalho no país. A mesma pesquisa afirmou que a soma de profissionais brasileiros que atuaram remotamente nesses últimos anos foi inteirada em 9%, transformando o home office em um ativo de trabalho, cujo total alcançou um rendimento geral de 40% para o Brasil.

Isso significa que, nos últimos 4 anos, os profissionais do país, principalmente os que atuam no setor tech, conseguiram aproveitar as oportunidades de flexibilizar sua prestação de serviço a partir do home office, por vezes do modelo híbrido de atuação, configurando, de forma adequada, o planejamento da rotina de acordo com a realidade em que vivem; no entanto, e atualmente, o modelo 100% remoto está correndo o perigo de chegar ao fim.

Apesar dos impasses, os profissionais que já se adaptaram com o modelo de trabalho remoto acreditam que o modelo presencial dificulta a vida; além disso, esses profissionais acusam a decisão de ter que trabalhar de dentro das empresas como impositiva e como um problema capaz de trazer inúmeros prejuízos, a exemplo do custo de transporte, da dificuldade em cuidar dos filhos e do estresse que o trânsito causa. Segundo uma pesquisa realizada pela rede social profissional Blind, por exemplo, mais de 90% dos colaboradores da Amazon, engenheiros e funcionários administrativos, respectivamente, estão infelizes com a decisão de retornar ao trabalho cinco dias por semana.

Será que 2025 pode realmente ser o ano que colocará um fim ao trabalho remoto?
De acordo com uma pesquisa feita pela Faculdade de Economia e Administração da USP, em parceria com a FIA Business School, com 1.300 pessoas de diferentes setores, 94% dessas pessoas acreditam que suas vidas melhoraram com a adoção do trabalho remoto. A pesquisa, realizada em novembro de 2024, afirma que trabalhar de dentro de casa, ou de algum outro lugar qualquer, propriamente escolhido pelo prestador de serviço, é capaz de transformar o mundo do trabalho e a experiência de atuação dos profissionais de maneira positiva. Entretanto, e apesar da negativa em trabalhar presencialmente, esse já é o modelo de atuação de 51% das empresas do mundo, enquanto 45% mantêm a adoção do formato híbrido, segundo dados coletados pela Deel, uma plataforma de contratação global, em parceria com a Opinion Box, empresa de pesquisa; os dados coletados configuram o futuro do trabalho ainda em patamar de evolução, como um tema aberto e em debate.

Apesar de as empresas terem a consciência de que a qualidade do serviço e a produtividade de seus prestadores durante a atuação no remoto são iguais ou superiores a do trabalho presencial, o que foi confirmado por um estudo realizado pela FIA, totalizando em 88% e 91% de concordância dos que participaram, respectivamente, e embora 59% dos líderes de RH considerem o modelo híbrido como o mais eficiente (levantamento da Deel, em parceria com a Opinion Box), muitas empresas já bateram o martelo e decidiram pela adoção do modelo 100% presencial. A exemplo da Gupy, que constatou que, em agosto de 2024, o crescimento de contratações no modelo remoto totalizou em 1,9%, uma porcentagem pequena em comparação com a época da pandemia. Das vagas disponíveis na plataforma, até junho de 2024, a Gupy apresentou um total de 87,2% de oportunidades no modelo presencial, enquanto 7% foi o total de vagas híbridas e apenas 5% de vagas em home office.

Ao mesmo tempo, uma outra pesquisa, desta vez realizada pela Amazon Web Services, afirmou que empregadores estadunidenses estão dispostos a pagar até 47% a mais para profissionais que se habilitarem em IA. Frente a isso, em maio de 2024, o Google anunciou que passaria a oferecer às startups um programa de capacitação gratuita focada em trabalhar com soluções de IA, além de cursos também gratuitos voltados para áreas como cibersegurança e análise de dados, em sua plataforma oficial.

Hard skills e mais oportunidades no remoto
Para o profissional do setor tech, o ato de qualificar suas hard skills a partir da formação continuada pode ser um somatório, quando o assunto é aproveitar mais oportunidades no remoto. Com foco total na ampliação do conhecimento, os profissionais podem aproveitar cursos gratuitos em diferentes áreas, a exemplo dos que já são oferecidos pelo Google, com oportunidades também abertas a partir de outros sites e escolas online voltados para a capacitação tech. Abaixo, elenquei 7 deles: 
  1. Introdução à IA Generativa: um curso introdutório do Google para quem quer se especializar em IA, com o total de 45 minutos de aulas que explicam o que é a IA Generativa e de que maneira ela pode ser utilizada;
  2. Aprendendo com Python: com 20h de duração e certificação, o curso é da Escola Virtual Gov e tem como intuito aprofundar fundamentos e conceitos da Ciência da Computação, para que o aluno entenda como aplicar linguagem para resolver problemas;
  3. IA como Ferramenta de Aprendizagem e Pesquisa: com o total de 24h de duração, o curso oferece uma visão abrangente da IA, como foco na aplicação, enquanto ferramenta de pesquisa e aprendizagem;
  4. Análise de Dados em Linguagem R: o curso é da Escola Virtual Gov e aborda Ciência e Análise de Dados, com 4 módulos e o total de 20h de duração. O objetivo do curso é em ensinar aos alunos como explorar dados a partir da linguagem R;
  5. Programação Python: com 4 módulos e 10 a 15h de duração, o foco do curso é passar conceitos de programação utilizando a linguagem Python, com aprendizagem voltada a criar variáveis e a armazenar diferentes tipos de dados nelas, bem como trabalhar com datas e horas e a tomar decisões com o código e o uso de loops
  6. Lógica de Programação: esse curso tem 14h de duração e o intuito de ensinar os princípios sobre representações, tipos de dados, expressões lógicas, entre outras importâncias de conhecimento da área e a possibilidade de reconhecer conceitos básicos de lógica e programação, bem como tipos de dados, estruturas de controle e repetição e exemplo do uso de variáveis homogêneas e heterogêneas;
  7. Excel Avançado: com opção de escolha de carga horária, sendo uma com 60h e outra com 80h, o curso é para quem deseja aprimorar seus conhecimentos em Excel, com aprendizagem voltada ao desenvolvimento de tabela e gráfico e proteção de planilha.
Possibilitar a capacitação profissional denota interesse, o que pode ser um argumento válido no momento de conquistar vagas 100% remotas no mercado de trabalho tech. O futuro do setor, ainda que desconhecido e em patamar de evolução, como afirmou a pesquisa da Deel em parceria com a Opinion Box, pode fincar raízes nas mãos de quem tiver entendido o peso de uma entrega baseada em habilidades técnicas e conhecimento de causa.  

*Priscila Oliveira é a Head de Cultura e Pessoas da Kstack; ela é formada em Psicologia, com MBA em Gestão de Pessoas, e especializada em Carreira e Sucessão.
 

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LÍVIA IKEDA MARTINS
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FONTE: Divulgação: Kstack
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