IA no recrutamento e seleção: Benefícios, desafios e o futuro do recrutamento

Especialista destaca os benefícios, os desafios e as tendências do uso da inteligência artificial nos processos seletivos, com foco na inclusão e na importância do fator humano

RODRIGO COUTINHO
07/02/2025 17h51 - Atualizado há 1 mês
IA no recrutamento e seleção: Benefícios, desafios e o futuro do recrutamento
Banco de imagens/ Premium Essential Kitchen

O uso da inteligência artificial (IA) na contratação de pessoas está transformando a forma como as empresas conduzem seus processos seletivos. Kelly Amorim, gerente de desenvolvimento organizacional da Premium Essential Kitchen, compartilha insights valiosos sobre os benefícios e os desafios desse recurso, além de tendências para os próximos anos. 

Rapidez e eficiência na contratação 

De acordo com Kelly, a IA traz uma grande agilidade para as empresas. “A inteligência artificial ajuda muito na contratação, pois torna os processos bem mais rápidos e eficientes. Ela já consegue identificar algumas habilidades e filtrar os candidatos com precisão”, afirma. 

Entretanto, Kelly alerta que há limitações. Aspectos humanos como valores pessoais e personalidade, considerados fundamentais no recrutamento, ainda escapam à análise das máquinas. “É fundamental avaliar esses outros pontos para garantir uma seleção mais completa e assertiva”, ressalta. 

A busca pelo perfil ideal e os riscos de viés 

Atualmente, muitas empresas utilizam a IA para identificar padrões de desempenho e fazer triagens mais precisas. Segundo Kelly, essa tecnologia analisa currículos e até realiza avaliações comportamentais por meio de entrevistas digitais. Contudo, ela adverte sobre os riscos de vieses presentes nos algoritmos. 

“Às vezes, o perfil ideal apresenta um viés que prioriza características de determinados grupos, excluindo outros. Isso é um ponto que merece atenção”, destaca Kelly. 

Apesar de utilizar tecnologia para aumentar a eficiência dos processos, a Premium Essential Kitchen não se limita ao uso exclusivo de algoritmos e adota ações externas para preencher vagas com mais diversidade e agilidade. Um exemplo disso foi uma iniciativa de recrutamento realizada diretamente nas ruas. Na ocasião, gestores foram até pontos de grande circulação em busca de candidatos para integrar a equipe utilizando um carro de som, promovendo um contato direto e humanizado com possíveis talentos. 

“Essa abordagem reflete o compromisso o nosso compromisso em equilibrar o uso da inteligência artificial com métodos tradicionais de recrutamento, garantindo processos mais inclusivos e adaptados às suas necessidades, complementa Kelly. 

Integração da tecnologia com o fator humano 

Um dos principais desafios apontados é a necessidade de alinhar a tecnologia ao fator humano. Kelly reforça que a revisão humana é essencial para evitar discriminações e viabilizar processos seletivos mais justos. 

“Os algoritmos devem ser ajustados para evitar discriminações e monitorados constantemente. Além disso, as decisões tomadas pela inteligência artificial precisam ser revisadas por pessoas para garantir um recrutamento mais equilibrado e com foco na inclusão”, afirma. 

Tendências futuras no recrutamento com IA 

As tendências para o uso de inteligência artificial em processos seletivos já começam a se consolidar e prometem avançar nos próximos anos. Entre os destaques apontados por Kelly estão as experiências personalizadas para os candidatos. “O foco será na jornada do candidato, oferecendo respostas automáticas mais detalhadas e úteis, superando as abordagens genéricas”, explica. 

A capacidade de identificar soft skills, como habilidades comportamentais, emocionais e de liderança, também será ampliada. No entanto, Kelly acredita que a IA será uma ferramenta de apoio e não substituirá a decisão humana. “A decisão final continuará nas mãos das pessoas, pois a inteligência artificial não traz todas as informações necessárias para uma análise completa”, ressalta. 

O futuro da inteligência artificial no recrutamento 

Para Kelly, a utilização da IA para entrevistas online, avaliação de candidatos e geração de insights em tempo real será cada vez mais comum. Ela conclui que essas inovações visam aprimorar a eficiência do processo seletivo, sem perder de vista a importância da avaliação humana. “Estamos caminhando para um futuro em que /a tecnologia e as pessoas trabalharão juntas para alcançar processos seletivos mais inclusivos e eficazes”, projeta. 

A visão de Kelly reflete um equilíbrio entre a adoção da tecnologia e a preservação do olhar humano, garantindo que os avanços tecnológicos sejam usados de forma ética e eficiente para beneficiar tanto empresas quanto candidatos. 


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Rodrigo Oliveira de Sena Coutinho
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