4 dicas de como o cérebro pode potencializar campanhas de influência no marketing digital

Tatiana Garcia, especialista em neurociência aplicada ao marketing, explica como entender o funcionamento do cérebro pode transformar campanhas de marcas e empresas em verdadeiros sucessos

ISABELLA SALA
23/12/2024 23h22 - Atualizado há 3 meses
4 dicas de como o cérebro pode potencializar campanhas de influência no marketing digital
Etienne Vaz

Na era do excesso de informações, o desafio de capturar a atenção e criar conexões duradouras com o público nunca foi tão grande. A neurociência, campo que estuda como o cérebro humano processa informações, emerge como uma ferramenta poderosa no marketing digital. Tatiana Garcia, especialista em neurociência aplicada ao marketing e em marketing de influência, além de CEO da Lille Comunicação, explica como entender o funcionamento do cérebro pode não só potencializar, como transformar campanhas de influência em verdadeiros sucessos. “Entre os aspectos do comportamento humano que a neurociência explora, está a tomada de decisão, entendendo quais são os atalhos mentais utilizados na hora de optar por um produto ou serviço e como reduzir certas barreiras cognitivas, aumentando o poder de persuasão na hora da divulgação”, relata a especialista. 

Pensando nisso, Tatiana separou algumas dicas essenciais que reverberam como o cérebro pode atuar como potencializador de campanhas de marketing de influência. Confira, a seguir:

1. Conexão emocional: a chave para o engajamento
Segundo Tatiana, a neurociência revela que emoções desempenham um papel essencial na forma como as pessoas tomam decisões. “Conteúdos que despertam sentimentos de empatia ou confiança ativam áreas do cérebro ligadas à memória e às emoções, criando um vínculo mais forte com a audiência. Essa é a base do storytelling eficaz, onde o público se sente representado e engajado”, destaca.

 

2. Autenticidade e confiança: os pilares das campanhas bem-sucedidas
O cérebro humano é incrivelmente sensível à autenticidade e marcas que não conseguem entregar mensagens genuínas, acabam por perder credibilidade. “Quando o público percebe coerência entre o discurso e a prática de uma marca, áreas do cérebro associadas à confiança são ativadas, fortalecendo laços emocionais”, afirma Tatiana. Essa autenticidade é amplificada pelo uso de influenciadores que compartilham experiências reais, aumentando o senso de pertencimento e identificação.

 

3. Use gatilhos que despertem atenção e a memória
A especialista também explica que elementos como cores vibrantes, narrativas envolventes e provas sociais ativam gatilhos de atenção e memória. “Um bom design visual atrai o olhar, enquanto um storytelling bem planejado ativa memórias associadas a emoções positivas. Isso não apenas aumenta o impacto das campanhas, mas também ajuda a construir fidelidade a longo prazo”, pontua.

 

4. Utilize tendências e personalização fidelizar o público
Com base em estudos neurológicos, o futuro das campanhas está na personalização e na adaptação às novas tendências, como a Inteligência Artificial, utilizada para analisar grandes volumes de dados neurológicos, o que facilita na identificação de padrões e previsões sobre o comportamento do consumidor. “Isso permite a criação de campanhas mais direcionadas e eficazes, aumentando a taxa de conversão”, ressalta Tatiana. “A combinação entre a Inteligência Artificial e a neurociência permite criar experiências que se ajustam às respostas emocionais de cada consumidor. Isso não só aumenta a relevância das campanhas, mas também fideliza o público”, explica Tatiana. A integração de múltiplos sentidos nas campanhas também é uma tendência que promete transformar o marketing digital, tornando as experiências mais marcantes.

As campanhas baseadas em neurociência podem transformar, cada vez mais, o futuro do marketing de influência, sendo cada vez mais assertivas, criando experiências cada vez mais personalizadas, prendendo a atenção e o engajamento emocional e fortalecendo laços entre audiência, influenciadores e marcas. “Com a neurociência como aliada, o marketing digital ganha um novo patamar de sofisticação e assertividade, permitindo às marcas não apenas vender, mas também construir conexões reais e memoráveis”, finaliza Tatiana.


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