O cenário do varejo diante do aperto dos juros

O varejo sente o comportamento cauteloso do consumidor, que dá prioridade a gastos essenciais e saúde, eventualmente aproveitando condições especiais de financiamento para veículos

IMPRENSA FIA
17/12/2024 14h59 - Atualizado há 3 meses
O cenário do varejo diante do aperto dos juros
Divulgação/Claudio Felisoni

A diferença entre o varejo ampliado e o restrito é que na primeira classificação estão considerados os segmentos “veículos e componentes” e “material de construção”. Para o varejo ampliado, o IBEVAR-FIA estima, para o período dezembro de 2023 a fevereiro de 2024, um crescimento pouco expressivo, em torno de 1%. Porém, para o varejo restrito, onde se exclui os dois segmentos citados, projeta-se um recuo da ordem de 0,3%.

Os segmentos para os quais projeta-se expansão são pela ordem: produtos farmacêuticos (1,1%) e veículos (0,9%). No caso dos segmentos Alimentos e Supermercados projeta-se estagnação das vendas.

Para os demais, a previsão é de queda nos volumes comercializados: tecidos (0,3%), móveis e eletrodomésticos (2,3%), além de material de construção (7,2%).

O cenário é reflexo do comportamento cauteloso do consumidor, priorizando gastos essenciais e saúde, possivelmente aproveitando condições especiais de financiamento para veículos, enquanto posterga renovações domésticas e de vestuário.

A queda expressiva no setor de construção (7,2%) é particularmente significativa, sinalizando um arrefecimento no setor imobiliário e de reformas residenciais, provavelmente impactados pelos juros elevados.

*Artigo por Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School


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TARSIANE DE SOUSA SANTOS
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