O grande inimigo da boa saúde...

Pode estar guardado na sua despensa!

Florence Rei, www.florencerei.com
13/12/2024 10h35 - Atualizado há 3 meses
O grande inimigo da boa saúde...
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O pior não é o grande inimigo da boa saúde estar guardado na sua despensa ou em uso na cozinha, é você não ter a menor idéia do que se trata. Por quê? Porque fizeram a nossa cabeça e hoje acreditamos no contrário do que é realmente bom para nós, e há também alguns conceitos confusos e errados.

Você quer ver? Se eu disser que o óleo de cozinha, canola, é um desses perigos você não vai acreditar, certo? Eu sabia, pois a maioria tem a percepção que não somente o óleo de canola e os óleos de sementes e vegetais, como o óleo de girassol, óleo de milho, algodão, soja, amendoim são bons para a saúde. E não são, você há de pensar? Não, não são! Mas qual é o problema com esses óleos?

As gorduras (lipídios) são moléculas biológicas insolúveis em água, e estas formam as membranas de todas as células do nosso corpo. Pois bem, se você imaginar que temos em torno de 30 trilhões de células, já dá para entender a importância de ingerirmos os tipos certos de gorduras para termos boa saúde e vida longa.

No entanto, o tipo de gordura que mais ingerimos hoje são as chamadas gorduras contendo ômega-6 ou poli-insaturadas, conhecidas como ácido linoleico. E os óleos de cozinha têm altas concentrações de ácido linoleico.

Mas e o ômega-3, não é melhor para a saúde? Sim, porém não podemos esquecer que o ômega-3 também é uma gordura poli-insaturada, e tanto o ômega-6 como o ômega-3, embora considerados gorduras essenciais porque o corpo não produz esse tipo de gordura, portanto precisamos adquirir vindas dos alimentos, são gorduras usadas em pequenas quantidades pelo nosso corpo, pois os tecidos do corpo são formados principalmente por gorduras saturadas e monoinsaturadas. Dessa forma, precisamos muito mais desse tipo de gordura do que as chamadas gorduras poli-insaturadas.

Daí nasceu um pouco da confusão do que é melhor para a saúde. Hoje fala-se muito na taxa entre ômega-3 e ômega- 6. E por ser o ômega-3 uma gordura que traz benefícios à saúde, imagina-se que se relação entre as duas gorduras estiver distorcida, basta aumentar a ingestão de ômega-3. No entanto, esta pode ser uma receita desastrosa, pois não podemos esquecer que o ômega-3, embora não seja um ácido linoleico, ele também é uma gordura poli-insaturada e o corpo não precisa desse tipo de gordura em altas quantidades.

Hoje, o grande problema que enfrentamos é o excesso de gordura poli-insaturadas ingeridas diariamente. Pois os óleos vegetais e de sementes estão presentes nos alimentos processados, restaurantes e em muitos lares, principalmente por serem óleos mais baratos.

Mas afinal qual é o mal causado pelos ácidos linoleicos ou gorduras poli-insaturadas? Bem, essas gorduras são facilmente danificadas pelo oxigênio, num processo chamado oxidação, e este gera os famosos radicais livres. Em outras palavras é como se fossemos enferrujando por dentro! E este processo é o responsável pela maioria das doenças crônicas incluindo a doença de Alzheimer, o mal funcionamento do sistema imunológico, resistência à insulina pelas células gordurosas, inibição da produção de um tipo de gordura (cardiolipina) associada à produção de energia etc.

E os azeites de oliva e de abacate são boas opções? Com certeza, os benefícios do uso do azeite de oliva são muitos e conhecidos. No entanto, é preciso tomar muito cuidado, pois testes revelaram que entre 60% e 90% dos azeites vendidos em supermercados e usados em restaurantes são adulterados com óleos vegetais ômega-6 baratos e oxidados, como óleo de girassol ou óleo de amendoim, ou azeites de qualidades não humanas que são prejudiciais à saúde de diversas maneiras. Então é preciso muito cuidado na hora de comprar, e opte sempre por àqueles prensados a frio.

Por incrível que pareça a banha de porco e o sebo do boi ou carneiro são gorduras com baixíssimas concentrações de gorduras poli-insaturadas ou ácido linoleico (banha 10% e sebo de 3% a 1% de ácido linoleico). Além do quê, ambas gorduras têm pontos de fusão mais altos, tornando-as apropriadas às frituras.

Tanto o sebo quanto a banha de porco são ricos em vitaminas lipossolúveis, sendo o sebo formado principalmente por gorduras saturadas e monoinsaturadas, e a banha oferece um perfil equilibrado de ácidos graxos com benefícios à saúde, quando proveniente de porcos criados em pasto livre. Nossas avós sabiam o que estavam fazendo!

Outras gorduras interessantes são o óleo de Côco, a manteiga Ghee e a manteiga comum de fonte de pasto livre. Estas têm apenas de 2% a 1% de ácido linoleico. Particularmente, respeito um pouco o óleo de côco, pois ele aumenta as taxas de colesterol LDL e HDL.

Quando comparamos os tipos de gorduras saturadas e monoinsaturadas encontradas na banha de porco, sebo ou mesmo o óleo de côco, 82% de gordura saturada, com as gorduras poli-insaturadas encontradas nos óleos de cozinha, que variam de 70% a 19%, entendemos melhor porque o perigo mora na nossa cozinha. Trocamos o que era saudável pelo que não presta!

- O artigo em questão tomou por base publicação e estudo científico do médico americano Dr. Joseph Mercola. https://www.mdpi.com/2072-6643/15/14/3129

por Florence Rei, formada em Química pela Oswaldo Cruz em São Paulo, graduada pela Faculdade de Medicina OSEC em Biologia e formada em Microscopia Eletrônica. Atualmente vive na Flórida (USA) e desde 2019 vem atuando como pesquisadora independente e escritora. contato: www.florencerei.com / email: [email protected]


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DENISE MONTEIRO SANTOS
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FONTE: Florence Rei / www.florencerei.com
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