Transporte público e qualidade de vida
Por Miguel Angelo Pricinote, fundador e coordenador técnico do Mova-se Fórum de Mobilidade
KASANE COMUNICAÇÃO
12/12/2024 17h03 - Atualizado há 3 meses
Arquivo pessoal
A demanda por soluções de mobilidade urbana sustentável tem crescido significativamente, impulsionada pela expansão urbana e pelos desafios relacionados ao congestionamento e à poluição atmosférica. Com base nessa necessidade, surgiu, em 2023, o Projeto Nova RMTC (Rede Metropolitana de Transporte Coletivo) para modernizar e otimizar o sistema de transporte público de Goiânia e sua região metropolitana, o qual apresentou intervenções como a requalificação dos corredores exclusivos e a integração tarifária e tecnológica, com o objetivo de aumentar a atratividade do transporte coletivo e reduzir a dependência do modal individual motorizado. Nesse contexto em que muito se discute outras medidas para melhorar o transporte público e o trânsito, cabe avaliar a eficiência desse sistema e sua contribuição para a qualidade de vida urbana na Grande Goiânia.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a renovação da frota (por veículos elétricos e de baixa emissão com tecnologia Euro VI) é fundamental para a descarbonização do transporte público e a melhoria da qualidade do ar nas cidades. Nesse sentido, a substituição de veículos a diesel por veículos elétricos ou Euro VI – o que reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa e de poluentes locais, como material particulado e óxidos de nitrogênio, que são prejudiciais à saúde humana - foi um passo crucial para a construção de uma Goiânia mais sustentável. Além disso, a operação de veículos elétricos é mais silenciosa e eficiente em termos de consumo de energia, o que tem contribuído e certamente contribuirá ainda mais para a melhoria dos indicadores de sustentabilidade ambiental, confiabilidade e conforto dos serviços ofertados.
Outro ponto considerado no projeto é a questão da acessibilidade como um princípio fundamental para a promoção da equidade e da inclusão social no sistema de transporte. Na capital, ações concretas como a requalificação das estações do Eixo Anhanguera e manutenção e reforma dos abrigos dos pontos de ônibus tiveram como objetivo garantir que pessoas com mobilidade reduzida, idosos e outros grupos vulneráveis pudessem ter acesso aos serviços de transporte de forma segura e autônoma. Como solução adicional, a implementação de medidas como a instalação de rampas, elevadores e assentos preferenciais, além da adoção de tarifas sociais, são essenciais para a construção de um sistema de transporte inclusivo.
Esse cenário permite, portanto, que Goiânia possa passar por datas importantes como o Dia Mundial do Transporte Público e o Dia Mundial do Transporte Sustentável, ambas celebradas recentemente, com políticas públicas aplicadas que têm promovido a mobilidade urbana sustentável e socialmente justa, tendo no Projeto Nova RMTC a representação de um passo importante nessa direção. Contudo, ainda é fundamental que as ações de planejamento e gestão do transporte público sejam contínuas e alinhadas com os objetivos de desenvolvimento urbano sustentável.
Miguel Angelo Pricinote é fundador e coordenador técnico do Mova-se Fórum de Mobilidade
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CAROLINA OLIVEIRA DE ASSIS
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