Em um mercado cada vez mais saturado, onde produtos e serviços competem pela atenção de consumidores inundados por informações, a originalidade no posicionamento de marcas surge como um dos fatores mais cruciais para garantir relevância e sucesso.
Mais do que oferecer produtos ou serviços, as marcas precisam criar uma identidade única e comunicar valores que ressoam profundamente com seu público-alvo. Esse esforço exige criatividade, autenticidade e consistência, elementos que se combinam para construir um diferencial competitivo sustentável.
O conceito de posicionamento de marca, popularizado por Al Ries e Jack Trout em seu livro Positioning: The Battle for Your Mind, refere-se à percepção que uma marca ocupa na mente dos consumidores em relação a seus concorrentes. Não se trata apenas de um logotipo ou slogan, mas de como a marca se apresenta, quais valores transmite e como esses fatores influenciam a decisão de compra do público.
Empresas como Apple e Nike, por exemplo, não vendem apenas produtos. A Apple posiciona-se como sinônimo de inovação e simplicidade, enquanto a Nike inspira ações relacionadas à superação e desempenho esportivo. Essa diferenciação não acontece por acaso; é resultado de um planejamento estratégico que enfatiza a originalidade em todos os pontos de contato com o consumidor.
O mercado globalizado e digitalizou-se rapidamente, permitindo que novas empresas surjam quase instantaneamente e ofereçam produtos semelhantes. Assim, a diferenciação tornou-se um desafio. Uma pesquisa da Nielsen revelou que 59% dos consumidores preferem comprar de marcas que reconhecem como autênticas e inovadoras, destacando a importância de transmitir originalidade.
A era digital trouxe outro fator crítico: a velocidade da informação. As redes sociais, como Instagram, TikTok e YouTube, amplificam tendências e tornam produtos e ideias virais em questão de horas. Embora isso crie oportunidades, também aumenta a competitividade. Nesse cenário, marcas que não possuem uma essência autêntica correm o risco de serem percebidas como "mais do mesmo".
A originalidade deve começar na identidade visual da marca. Elementos como logotipo, tipografia, cores e design devem ser cuidadosamente criados para refletir a essência da marca e transmitir suas mensagens de forma única. Por exemplo, o logotipo do McDonald’s, com seus arcos dourados, tornou-se um símbolo universal de comida rápida, enquanto o “swoosh” da Nike evoca dinamismo e movimento.
A escolha de elementos visuais autênticos não apenas diferencia a marca, mas também ajuda a criar um reconhecimento instantâneo. Isso é particularmente relevante em ambientes digitais, onde o tempo de atenção do usuário é reduzido. Um estudo da Adobe constatou que 38% das pessoas deixam de interagir com um site se o layout ou o design não for atraente.
No ambiente digital, a originalidade no conteúdo é tão importante quanto no design. Campanhas de marketing inovadoras e histórias cativantes ajudam as marcas a se conectarem emocionalmente com os consumidores. Um bom exemplo é a Coca-Cola, que utiliza a narrativa da felicidade como um tema central de suas campanhas, criando uma conexão emocional duradoura com seu público.
Outro aspecto crucial é a consistência. Conteúdo incoerente ou que diverge dos valores da marca pode gerar desconfiança. A originalidade precisa ser sustentada por uma visão clara e um compromisso com os princípios da marca.
Consumidores buscam marcas que representem mais do que produtos ou serviços — eles querem se associar a valores que correspondam às suas próprias crenças. A originalidade ajuda a estabelecer essa conexão, promovendo um senso de pertencimento e fidelidade. Segundo um estudo da Harvard Business Review, marcas que constroem uma ligação emocional com seus clientes têm 52% mais probabilidade de serem recomendadas.
Um exemplo claro desse princípio é a marca de acessórios personalizados. Posicionando-se como referência em customização e criatividade, a SeuBoné vai além da simples venda de bonés: ela entrega uma experiência única para cada cliente. Com designs exclusivos que refletem as preferências individuais de seus consumidores, a marca reforça sua autenticidade e se destaca em um mercado saturado. Esse tipo de abordagem personalizada e criativa é fundamental para ganhar a confiança e a lealdade dos clientes modernos.
Outro aspecto que não pode ser ignorado é o impacto social das marcas. A originalidade também se manifesta no comprometimento com causas sociais e ambientais. Consumidores esperam que as marcas assumam posições claras e ajam de maneira responsável.
Patagônia, por exemplo, é amplamente reconhecida por seu compromisso com a sustentabilidade ambiental. Suas campanhas autênticas, como “Don’t Buy This Jacket” — que incentiva o consumo consciente —, destacam-se por desafiar normas tradicionais de marketing. A originalidade nesse tipo de posicionamento ajuda a marca a se conectar com consumidores que compartilham valores semelhantes.
Para desenvolver uma identidade única e original, as marcas podem seguir algumas estratégias fundamentais:
A originalidade no posicionamento de marcas não é apenas um diferencial, mas uma necessidade no mercado contemporâneo. Em um ambiente onde consumidores valorizam autenticidade, personalização e responsabilidade social, marcas que conseguem comunicar seus valores de maneira única têm maior probabilidade de se destacar.
Afinal, como disse o pioneiro da publicidade David Ogilvy: “O que realmente constrói uma marca não é o que você diz ao consumidor, mas sim o que o consumidor acredita sobre você.” E é exatamente isso que torna a originalidade tão poderosa.
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JANCIELI DALLA COSTA
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