17/03/2025 às 14h16min - Atualizada em 17/03/2025 às 14h14min
Leptospirose cresce em períodos de enchentes e preocupa autoridades de saúde
Especialista do São Cristóvão Saúde explica como funciona a transmissão dessa doença, que já matou mais 340 pessoas em 2024.
São Cristóvão Saúde
As enchentes que atingem diversas cidades brasileiras não trazem apenas prejuízos materiais, mas também riscos à saúde, como a leptospirose. A doença, causada pela bactéria Leptospira, é transmitida pelo contato com a urina de animais infectados, principalmente ratos, e tem sua disseminação favorecida pelas águas contaminadas. Em 2024, o Brasil registrou 3.792 casos e 346 mortes pela doença, segundo o Ministério da Saúde.
A infectologista Dra. Michelle Zicker, do São Cristóvão Saúde, explica que a bactéria penetra no organismo por meio de feridas na pele, mucosas ou pelo contato prolongado com água contaminada. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares – especialmente nas panturrilhas –, além de náuseas e vômitos. Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para a síndrome de Weil, causando icterícia, insuficiência renal e hemorragia pulmonar.
O tratamento com antimicrobianos é mais eficaz quando iniciado na primeira semana de sintomas. Casos leves podem ser tratados em ambulatório, enquanto os mais graves exigem internação hospitalar. A automedicação não é recomendada, pois pode agravar o quadro.
Para prevenir a leptospirose, é essencial evitar contato com água de enchentes, usar botas e luvas ao realizar limpezas e desinfetar superfícies contaminadas com hipoclorito de sódio. Além disso, beber apenas água potável e adotar medidas de controle de roedores ajudam a reduzir os riscos.
A Dra. Michelle alerta que atenção aos sintomas e busca rápida por atendimento médico são fundamentais. “Se houver contato com áreas alagadas e surgirem sintomas, é crucial procurar um profissional de saúde imediatamente”, conclui.