30/09/2021 às 16h21min - Atualizada em 30/09/2021 às 19h01min

4 fatores que estão tornando a indústria brasileira de placas eletrônicas mais competitiva

Por Hidalgo Dal Colletto*

SALA DA NOTÍCIA Uapê Comunicação
Crédito da foto: Denny Cesare

O mercado de equipamentos para montagem de placas eletrônicas deve crescer 6% ao ano até o final de 2025. É o que diz o relatório “SMT Placement Equipment Market by End-user and Geography – Forecast and Analysis 2021-2025”, da Technavio, divulgado pelo Ipesi, que apontou tal crescimento devido à demanda interna por placas eletrônicas – há alguns anos, de montagem restrita a países como a China, que lidera a produção dos componentes eletrônicos, os chips que compõem as placas.

Produzir fora do Brasil tinha uma única vantagem competitiva: preço. A indústria brasileira não conseguia concorrer em igualdade neste quesito, mas apontava muitas outros benefícios – e, agora, com o câmbio desfavorável à importação do produto pronto, os compradores brasileiros percebem como é vantajoso contar com a indústria nacional de placas eletrônicas, que cresce, gera empregos e movimenta o setor.

Para que se entenda melhor, a indústria brasileira não produz os chips, ela monta as placas eletrônicas para uma infindável série de produtos. Das lâmpadas comuns aos painéis dos carros, respiradores hospitalares, cadeiras de dentistas, aeronaves, aparelhos celulares, computadores e todos os demais eletroeletrônicos e eletrodomésticos, em tudo as placas eletrônicas estão presentes.

A maioria das empresas cria seus projetos personalizados de placas. Faz parte do segredo de seus equipamentos a forma como eles funcionarão. E, quando uma empresa pouco preocupada com o segredo industrial tem acesso ao projeto, pode copiá-lo e reproduzi-lo livremente, tornando aquele produto menos competitivo. Assim, a primeira vantagem de se produzir no Brasil é a seriedade industrial. Somos capazes de oferecer ao cliente a confidencialidade de projetos que dificilmente ele encontrará montando suas placas na Ásia, por exemplo. Aqui, não replicamos projetos aleatoriamente e o segredo do negócio é contratualmente protegido.

A segunda vantagem competitiva é que o Brasil tem tecnologia de ponta e profissionais capacitados para desenvolver projetos, caso o cliente precise deles. Engenheiros e equipes tecnológicas em universidades desenvolvem pesquisas e projetos excepcionais na área, elevando a indústria brasileira a uma das mais capacitadas do mundo. Não somos apenas operacionais, mas contamos profissionais capazes de criar projetos do zero. Esse diferencial aproximou o Brasil de muitas empresas, que precisavam de suporte de ponta a ponta.

Em terceiro lugar, surgiu a assistência técnica. Muitas indústrias estavam cansadas de não poder contar com reparos e suporte, quando necessários. A indústria brasileira consegue prestar suporte aos equipamentos que produz, de forma rápida e presencial, o que evita máquinas paradas. Essa, talvez, seja uma das mais importantes vantagens competitivas e atrativas para a produção nacional.

Por fim, vêm os custos de importação. Com a alta do dólar, ficou mais vantajoso produzir no Brasil, já que as importações ficaram mais custosas. Ainda que os componentes e os semicondutores sejam todos importados, é mais acessível importar insumos do que o produto manufaturado. Além disso, os benefícios fiscais são infinitamente menores.

Reindustrializar o Brasil é um processo que ainda demandará muita vontade política e uma boa reforma tributária. Mas, a indústria brasileira pode ser grande, gerar empregos e fazer com que o país dependa, cada vez menos, da produção internacional.

 

*Hidalgo Dal Colletto é CEO da Standard America.

 

Sobre o Grupo Standard

O Grupo Standard é formado pelas marcas Standard America, com fábrica no Brasil, STD Europe, com fábrica prevista para iniciar operações em Portugal no primeiro semestre de 2022, e STD China, com escritório comercial em implantação na cidade de Shinzhen.

O Grupo Standard é especializado em projetos e fabricação de placas eletrônicas para as áreas de agricultura, automação industrial, automotiva, internet das coisas, telecomunicações, segurança, iluminação, saúde, aeroespacial e indústria naval. Possui expertise e certificação ISO 9001:2015 nas áreas de engenharia, prototipagem e pilotos, montagem SMT e PTH, soluções integradas e testes finais.

Tem como filosofia pensar, agir e acelerar negócios como uma startup; atender, entregar e se estruturar como uma multinacional e cuidar de pessoas e se comunicar com o mercado como uma empresa do terceiro setor.

 


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