27/09/2021 às 09h13min - Atualizada em 27/09/2021 às 10h30min

Narcolepsia não é preguiça!

Distúrbio do Sono

SALA DA NOTÍCIA Luciana Tierno
No Dia Mundial de Conscientização da Narcolepsia, distúrbio do sono crônico que causa sonolência excessiva diurna e que compromete intensamente o dia a dia das pessoas que sofrem com a doença, especialistas da Associação Brasileira do Sono alertam a população sobre a importância de fazer o diagnóstico deste distúrbio, que afeta cerca de 3 milhões de pessoas no mundo.

De acordo com os especialistas, a doença pode levar mais de dez anos para ser diagnosticada, isso porque muitas pessoas confundem a sonolência incontrolável (que se manifesta durante o dia) com preguiça.

“Os sintomas da Narcolepsia variam de pessoa para pessoa, mas na maioria dos casos a sonolência excessiva diurna é o sintoma mais comum. Ao aparecer qualquer um desses sinais é importante que seja feita uma avaliação médica para que se possa fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento. No Brasil, a doença ainda é pouco conhecida e, por isso, muitas pessoas demoram quase 10 anos para receberem o diagnóstico”, afirma Dra. Andrea Bacelar, médica neurologista, presidente da Associação Brasileira do Sono.

"O diagnóstico da narcolepsia é difícil de ser feito, principalmente se ela começar na infância, ou na adolescência, que é o momento em que as crianças naturalmente têm sono diurno e tiram soneca durante o dia, assim como os adolescentes. Esse desafio no diagnóstico faz com que nós, médicos, sejamos muito precisos na avaliação da sonolência. O diagnóstico  passa por uma boa avaliação dessa sonolência, o quanto ela influencia no dia da pessoa, se a mesma apresenta outros sintomas associados ao sono REM, como a paralisia do sono, alucinações hipnagógicas, pois todos esses sintomas relacionados ao sono REM também aparecem nas pessoas com Narcolepsia", explica a Dra. Letícia Soster, neurofisiologista e Médica do Sono da Associação Brasileira do Sono.

Tipos de Narcolepsia:

Existem dois tipos de Narcolepsia: Tipo 1 e Tipo 2.
- Tipo 1 – quando o paciente apresenta níveis baixos de hipocretina, relato de cataplexia e sonolência excessiva diurna.
- Tipo 2 – quando há sonolência excessiva diurna e geralmente não há fraqueza muscular desencadeada por emoções. Os sintomas são menos graves e os níveis de hipocretina são normais.

Tratamento:
Há duas formas de se tratar a Narcolepsia: tratamento comportamental e tratamento medicamentoso.
Tratamento Comportamental – Baseia-se nas orientações da família e paciente, com orientações de mudança de hábitos diários e novas medidas de segurança, como evitar trabalhos em turnos; novas medidas de higiene do sono com programação de breves cochilos durante o dia para melhorar o estado de alerta.
Tratamento medicamentoso – para controle dos sintomas mais incapacitantes, como a sonolência excessiva e a cataplexia.
Para amenização do principal sintoma que é a sonolência excessiva diurna, as médicas do Sono apontam as seguintes recomendações:
- Tente conhecer como funciona o seu organismo em relação ao sono e respeite sua necessidade de sono. Cada indivíduo possui a sua.
- Ajuste seus horários de sono. Tente mantê-lo regular.
- Adote as sonecas programadas, elas vão te ajudar a controlar essa sonolência.
- Opte por uma dieta que contribua para ter menos sono durante o dia.
- Pratique atividades físicas regulares.

Na Cartilha Narcolepsia - Do Diagnóstico ao Tratamento, elaborada pelos especialistas da Associação Brasileira do Sono ha mais detalhes sobre o assunto.

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