23/09/2021 às 12h02min - Atualizada em 23/09/2021 às 15h10min

O impacto da transformação digital da construção no futuro dos brasileiros

Por Fabrício Schveitzer e Bruno Loturco*

SALA DA NOTÍCIA Luana Bárbara
Até 2030, o Brasil precisa de 30 milhões de residências. Esse é o tamanho do déficit habitacional de acordo com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). É uma demanda gigantesca que somente um setor que responde por 7% do PIB brasileiro e cerca de 2,5 milhões de empregos diretos pode dar conta.

Uma construção forte significa um Brasil competitivo. Construtoras e incorporadoras sabem muito bem disso. É por isso que, especialmente se você mora numa grande cidade, já deve ter reparado na quantidade de tapumes cercando canteiros de obra pelas calçadas. O momento é muito favorável tanto para quem constrói como para quem quer comprar imóveis.

Para dar conta da demanda e aproveitar a retomada do crescimento econômico, as incorporadoras têm investido pesado em tecnologia. Afinal, não há como fazer as coisas do mesmo jeito e esperar resultados diferentes. Até porque isso significaria construir com os mesmos baixos níveis de produtividade de décadas passadas, com prazos de obra que não atendem à demanda atual e promoveriam desconexão com a oferta. E, quando a demanda é maior do que a oferta, os preços sobem. Para manter os preços dos imóveis em patamares acessíveis, é necessário às empresas da construção adotarem tecnologias capazes de prover ganhos de produtividade integrando a cadeia.

Para o consumidor final, que compra e mora nos imóveis, nem sempre é fácil perceber como as obras se modernizaram quanto a processos, equipamentos e materiais, com ganhos expressivos de qualidade e produtividade. Entretanto, uma verdadeira revolução está acontecendo do outro lado dos tapumes de obra que você encontra pela sua cidade e ela impacta positivamente na vida de todos os brasileiros.

Possivelmente, a ponta mais visível da transformação digital do mercado imobiliário está nos novos processos de compra, venda e uso dos imóveis. Fruto de um caldo cultural voltado à digitalização e inovação no segmento, o amadurecimento dessa frente tem levado à criação de experiências inovadoras para famílias na jornada de compra da casa própria.

Com investimentos bilionários, alguns portais de imóveis têm feito muito mais do que apenas transportar anúncios de casas e apartamentos para o ambiente virtual. Além de algoritmos que identificam as preferências dos compradores, essas empresas têm provocado mudanças em como as pessoas se relacionam com o local onde moram, agregando serviços e conveniências ao processo, especialmente financeiras e burocráticas.

Nessa linha, um portal imobiliário consegue, por exemplo, eliminar a figura do fiador em processos de locação, acionar empresas especializadas em vistoriar imóveis ou gerir reformas e manutenções, transformando a experiência com celeridade e confiabilidade.

Para isso acontecer a informação precisa chegar corretamente e em tempo hábil a todos os pontos da cadeia. Este talvez seja, aliás, o principal gargalo histórico de um setor composto por mais 1,6 milhão de empresas, com atuação pulverizada e processos fragmentados em uma cadeia com dificuldades de comunicação.

A única maneira de proporcionar dinamismo ao processo é com a disseminação de plataformas tecnológicas especialistas na indústria da construção, desenhadas para que os dados circulem de forma rápida e confiável ao longo da cadeia. Além disso, devem ser acessíveis e inclusivas, já que o setor conta com empresas de diferentes portes e níveis de maturidade tecnológica.

É a partir da oferta de tecnologias adequadas e integradas para modernização do setor que construtoras e incorporadoras têm se transformado em empresas de tecnologia que constroem, que têm nos dados a base para uma atuação integrada.

Dessa maneira, muito além do que ocorre atrás dos tapumes, a transformação digital da construção tem levado à integração do setor em um ecossistema tecnológico rico e inteligente, capaz de transformar o Brasil um país cada vez mais competitivo.

Fabrício Schveitzer, Diretor de Estratégia e Mercado do Sienge, Diretor de Habitação e Tecnologia do Sinduscon Florianópolis e Conselheiro da Cidade Pedra Branca e da Dimas Construções
Bruno Loturco, head de comunicação estratégica do Sienge
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