22/09/2021 às 11h57min - Atualizada em 22/09/2021 às 15h20min

Tendência Imobiliária: Aluguel e Compartilhamento

SALA DA NOTÍCIA Marcos Souto
Créditos: Komunic
Grande tendência Imobiliária: Aluguel e Compartilhamento

 
Entre as grandes tendências que identificamos atualmente no mercado imobiliário nacional, está a diversificação de imóveis para atender famílias com configurações dinâmicas e plurais. Neste contexto, o aluguel e o compartilhamento de espaços comuns tenderão a crescer.
 
O número de domicílios alugados no Brasil cresceu 83% entre 2001 e 2015. ""A geração mais nova ou Millenials, que representará mais de 70% da população economicamente ativa em 2030, que ter o acesso e não a posse de imóvel. Esses jovens buscam soluções mais rápidas e inovadoras, com menos burocracia e tendem a optar por serviços fáceis, para que possam focar nas questões da sua vida pessoal e profissional. Eles inclusive estão dispostos a pagar mais para poupar tempo", afirma  o economista e administrador Eduardo Luís, CEO da EPAR, empresa focada na gestão de contratos imobiliários..
 
Paralelamente, os custos da construção civil estão aumentando. Para se ter uma ideia, o custo do aço que é um dos principais componentes/ insumos da construção, vem crescendo ano a ano muito acima dos índices de correção e/ou de inflação. Além do aço outros, componentes/ insumos também estão com viés de alta. Uma vez que os custos da construção vêm crescendo mais que do que a renda da população e considerando que o setor da construção civil ainda não está conseguindo gerar grandes eficiências, a tendência será de repasse natural nos preços dos lançamentos de novas unidades, reforçando a locação como uma opção para o uso de imóvel.
 
No Brasil da década de 1950, tínhamos cerca de 36% da população vivendo em grandes centros. Atualmente esse percentual saltou para 87% dcom tendência a chegar a 91% em 2040. Isso é um reflexo da busca por melhores oportunidades que os grandes centros oferecem, fazendo com que os modelos de habitação e,consequentemente, dos formatos de moradia sejam repensados.
 
Com o advento da pandemia, houve um afloramento de latências, dentre elas o uso e finalidade da moradia. O que antes era apenas considerado local de descanso e dormitório (alguns anúncios até hoje ainda focam nesse critério) foi sucumbido pela necessidade humana de espaços e socialização, além de contemplação do verde. Viver em uma moradia não é mais estar contido em um espaço, mas também interagir e poder conseguir fazer tudo nesse espaço, inclusive trabalhar.
 
Portanto, o planejamento financeiro da geração que tende a ser a força motriz da nossa economia, criados em um conceito de estabilidade econômica, irão considerar o aluguel e o compartilhamento de espaços.
 
A tendência é que esse modelo venha para oferecer alternativas, suprir demandas e ir de encontro aos estilos de vidas de uma geração que não almeja criar raízes em apenas um lugar e que busca maior flexibilidade não só na moradia, mas na forma de contratação e do uso. Ser simples não é uma possibilidade, é algo necessário.
 
O desfaio aqui é que os players, construtoras, imobiliárias e corretores de imóveis façam o seu dever de casa e entendam que a mudança já chegou e novos hábitos e formas já estão sendo demandados. Vai conseguir chegar na frente quem entender esses movimentos e rápido.

 
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