06/09/2021 às 17h47min - Atualizada em 20/09/2021 às 09h22min

Independência sem guerra e a influência da Maçonaria no Brasil

Alvaro Crovador (*)

SALA DA NOTÍCIA NQM
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Divulgação
Houve uma época – a das grandes navegações – em que poucos países tinham grandes colônias como Portugal, Espanha e Inglaterra. Com o tempo, os colonizados (insatisfeitos com elevadas taxas, grande carga tributária cobrada e sem retorno) começaram a ficar desejosos pela independência. Na maioria dos países isto se deu através de guerras. Um exemplo é a independência dos Estados Unidos que a conquistou após oito anos de guerra e custou milhares de vida. Destaco o fato já conhecido de que George Washington, grande líder da revolução e primeiro presidente dos Estados Unidos, era maçom.

Estamos comemorando a Independência do Brasil que, da mesma forma, tinha o seu povo descontente com as taxações feitas por Portugal (a derrama e a tentativa de fazer o Brasil – uma colônia que tinha virado Reino Unido – voltar a uma situação anterior a 1808). E por aqui o processo de Independência também teve a influência de maçons, a começar pelo próprio Dom Pedro I. Os maçons da época desejavam se desvincular de Portugal e a forma mais fácil de fazê-lo era tendo seu próprio imperador, ainda que descendente da coroa portuguesa.

Sendo assim, Dom Pedro foi colocado na Maçonaria para que pudessem influenciá-lo para a Independência do Brasil. Na época Dom Pedro era Grão-mestre do Brasil e atuava junto a outros dois grandes nomes: Joaquim Gonçalves Ledo e José Bonifácio. O primeiro desejava a independência do Brasil em forma de República, enquanto o segundo queria a independência de Portugal, mas mantendo a Monarquia. José Bonifácio defendia que, desta forma, o país poderia ficar unido, ao contrário do que aconteceu com a América espanhola que se dividiu em inúmeros países. Esta visão e o apoio ao príncipe Regente nos levaram à nossa sonhada independência, um país soberano e que conseguiu manter-se como uma única unidade, apesar do seu tamanho. Essa era – e é – a visão de pessoas que sempre lutaram por ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

Talvez por estas influências, o Brasil foi um dos poucos países que conseguiu sua independência sem guerras. Claro, houveram custos envolvidos pagos pela tal liberdade, mas algum tempo depois a Maçonaria volta a aparecer na Proclamação da República, assim como esteve ativa em vários outros eventos importantes no Brasil e no mundo.
Depois de um tempo estagnada, ela tem aparecido novamente em vários movimentos de âmbito social, trazendo informações para a família que vão de saúde a política e cultura. Parece que maçons estão se mobilizando novamente, talvez em um momento em que realmente precisamos mostrar nossa independência, para fortalecer o país que está envolto em tantos problemas e corrupções.

Por isto precisamos lembrar, neste feriado de 2021, que a independência precisa ser mantida. Não só a independência territorial, mas a de um país livre, soberano e, sobretudo, próspero. Não podemos, por exemplo, ser apenas um país fornecedor de comodities (como fomos logo após a independência quando a Inglaterra industrializava e retornava para o Brasil com valor agregado). Me parece que não mudou muito desde lá até agora. Acredito que esta preservação de nossa soberania é um dever de todos. Precisamos estar atentos às mudanças e nos mantermos ativos, assim como os maçons têm feito.

(*) Alvaro Crovador é coordenador do Curso Maçonologia do Centro Universitário Internacional UNINTER
 
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