Saúde digital e integração da rede são destaques em debate sobre saúde em SP
Secretário-adjunto municipal participou de encontro promovido pelo Estadão, que reuniu especialistas para discutir tecnologia, longevidade e desafios do setor.
Imagem: Divulgação / SMS - Prefeitura de SP
A integração dos serviços de saúde e o uso da tecnologia para melhorar o atendimento à população estiveram entre os temas debatidos no Summit Saúde – Desafios de hoje para um amanhã saudável, realizado na terça-feira (27), no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo. O encontro foi promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) e reuniu autoridades e especialistas da área.
Representando o prefeito Ricardo Nunes, o secretário-adjunto municipal da Saúde, Maurício Serpa, defendeu o compartilhamento de informações entre os setores da rede para orientar decisões, ampliar o acesso aos tratamentos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Ele também ressaltou a importância de conhecer as necessidades da população para organizar os serviços públicos.
Entre as ferramentas citadas por Serpa estão o prontuário eletrônico unificado, disponível pelo aplicativo e-Saúde SP, e o programa Saúde Digital, voltado à agilização dos atendimentos e à facilitação do acesso aos serviços. Segundo o secretário-adjunto, São Paulo tem cerca de 12 milhões de habitantes, dos quais 60% dependem exclusivamente da saúde pública. Para ele, o histórico dos pacientes contribui para um cuidado mais integrado.
A longevidade também esteve em pauta na conferência de abertura, conduzida por Maria Cristina Hoffmann, consultora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) para Envelhecimento Saudável e Saúde Mental. Ela destacou a importância do acesso à saúde, da alimentação equilibrada e do cuidado com a saúde mental, além da necessidade de combater preconceitos relacionados ao envelhecimento.
A programação abordou ainda temas como tratamentos oncológicos, medicamentos para obesidade e acesso pelo sistema público, imunização, diagnóstico precoce, triagem neonatal, inteligência artificial na medicina, desinformação, segurança do paciente, formação médica e pesquisa clínica no Brasil. Na abertura, o diretor de jornalismo do Estadão, Eurípedes Alcântara, também destacou a importância de garantir dignidade diante do aumento da expectativa de vida.