Prefeitura de São Paulo firma parceria para enfrentar o calor extremo

Acordo com IPT e USP prevê monitoramento climático, espaços públicos de conforto térmico e melhorias em moradias de áreas vulneráveis.

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Imagem: Divulgação / SVMA - Prefeitura de SP

A Prefeitura de São Paulo firmou uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Universidade de São Paulo (USP) para desenvolver medidas de enfrentamento ao calor extremo na capital. O acordo foi assinado em 14 de outubro, dentro do projeto SampaAdapta, e prevê ações de monitoramento climático, qualificação de espaços públicos e melhoria das condições térmicas em moradias de áreas vulneráveis.

A cooperação será organizada em quatro frentes de trabalho. Uma delas prevê o desenvolvimento de ferramentas para coletar e analisar dados climáticos. Outra busca identificar e qualificar espaços públicos que possam oferecer condições de conforto térmico e servir como locais de proteção durante períodos de temperaturas elevadas.

As demais linhas de atuação envolvem alternativas para reduzir o calor dentro de moradias em assentamentos urbanos precários e iniciativas de compartilhamento de conhecimento. Estão previstas publicações, oficinas, seminários e troca de dados e experiências entre as instituições participantes.

O encontro que marcou a assinatura reuniu equipes técnicas e representantes das instituições, entre eles o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Wanderley de Abreu; o diretor de Finanças e Planejamento do IPT, Fabiano Albuquerque; e o coordenador científico do projeto pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG/USP), Humberto Ribeiro da Rocha.

Segundo a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), a parceria também deve contribuir para a elaboração de mapas e a identificação de regiões prioritárias para as ações. Parques e outros equipamentos públicos poderão integrar uma rede de espaços destinados a oferecer proteção à população durante episódios de calor intenso.

O projeto SampaAdapta tem execução prevista até 2028, enquanto o convênio terá vigência de cinco anos. A iniciativa integra as ações municipais de adaptação climática e está relacionada ao Plano de Ação Climática de São Paulo (PLANCLIMA SP) e ao Plano Municipal de Áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres (PLANPAVEL). O projeto também conta com a Parceria para Cidades Saudáveis, com apoio da Secretaria Municipal da Saúde e participação científica de unidades da USP, incluindo o IAG e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).