Capela do Socorro recebe mais 2.820 escrituras de imóveis pela Prefeitura

Entrega gratuita beneficiou moradores de seis núcleos habitacionais; com a nova etapa, programa ultrapassa 108 mil famílias contempladas desde 2021.

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Imagem: Leon Rodrigues / Prefeitura de SP

Moradores de seis núcleos habitacionais de Capela do Socorro, na Zona Sul de São Paulo, receberam 2.820 escrituras definitivas de seus imóveis na noite de quinta-feira (22). A entrega ocorreu no CEU Vila Rubi, por meio do programa Escritura na Mão, que concede gratuitamente a documentação registrada em cartório e garante segurança jurídica às famílias beneficiadas.

Foram contemplados moradores do Jardim Santa Cecília, Jardim Lucélia – Gleba 2, Campinas I e II, Jardim Sabiá – Gleba 2, Comunidade Sete de Setembro e Jardim Santa Fé – Gleba 2. Com os documentos, as famílias passam a ter o reconhecimento legal da propriedade, o que facilita a transmissão dos imóveis aos herdeiros e o acesso a serviços e operações que exigem comprovação de titularidade.

A entrega foi a segunda realizada na região neste mês. Em 16 de outubro, outras 3.353 famílias receberam documentos de propriedade por meio do mesmo programa. Segundo a Prefeitura, desde 2021, mais de 108 mil famílias foram contempladas em toda a capital.

Para os moradores, a documentação representa o fim de décadas de espera. Maria Ivanize da Silva, de 65 anos, aguardou 35 anos pela escritura da casa onde vive no Parque Santa Cecília. Já o aposentado José Reinaldo da Silva, de 67 anos, esperou 38 anos para receber o documento do imóvel no Jardim Santa Cecília. Ambos destacaram a tranquilidade de poder deixar a propriedade para os filhos.

A aposentada Maria do Carmo Dias Costa, de 69 anos, também comemorou o fim de dez anos de insegurança sobre a propriedade de sua casa. No Jardim Lucélia, a costureira Luzinete Ferraz da Silva, de 65 anos, recebeu a documentação do imóvel onde construiu sua história ao longo de quatro décadas.

A regularização é conduzida pela Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB), em conjunto com a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB-SP). Como Capela do Socorro está em uma região de mananciais, o processo exige análise das condições urbanísticas e ambientais de cada núcleo, respeitando as normas de proteção dessas áreas.