Saúde de SP reforça alerta contra dengue e chikungunya com impacto do fenômeno El Niño
Com 80% dos criadouros nas residências, Prefeitura intensifica vistorias e já soma 5,7 milhões de ações preventivas e uso de drones em 2026.
Imagem: Divulgação / SMS - Prefeitura de SP
Diante das alterações climáticas provocadas pelo fenômeno El Niño — que eleva as temperaturas médias e os regimes de chuva —, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo reforçou o alerta à população para a intensificação dos cuidados contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti. As variações no clima criam condições ideais para acelerar o ciclo reprodutivo do vetor, responsável pela transmissão de arboviroses como dengue, chikungunya e zika.
Dados epidemiológicos apontam que cerca de 80% dos criadouros do mosquito encontram-se dentro de residências e quintais particulares. A orientação municipal é que os moradores realizem vistorias semanais detalhadas para vedar caixas-d’água, limpar calhas, bandejas de refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado, preencher pratos de plantas com areia, manter ralos e vasos sanitários vedados e guardar recipientes como garrafas e baldes sempre virados para baixo.
Na frente de combate público, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), por meio do Programa Municipal de Vigilância das Arboviroses (PMArbo), já realizou mais de 5,7 milhões de ações preventivas na capital ao longo de 2026. As medidas incluem vistorias domiciliares, aplicação de larvicida biológico, bloqueios com nebulização em áreas de transmissão confirmada e o uso de drones agrícolas para mapeamento e dispersão de defensivos em pontos de difícil acesso — tecnologia que já soma mais de 25 mil intervenções em toda a cidade.