Faixa Azul reduz em 26,6% a gravidade de acidentes com motos em São Paulo

Relatório técnico enviado à Senatran aponta queda na velocidade média dos motociclistas e fundamenta pedido de expansão para mais 80 quilômetros de sinalização.

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Imagem ilustrativa: SECOM / Prefeitura de SP

A Prefeitura de São Paulo encaminhou à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) o 2º Relatório Consolidado da Faixa Azul, com a avaliação técnica de 233,3 km implantados em 46 vias da capital entre 2022 e 2025. O estudo, elaborado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), registrou uma redução de 26,6% na taxa de severidade dos sinistros com motocicletas nos trechos avaliados. Esse indicador técnico mensura a incidência e a gravidade das ocorrências relacionando-as ao volume de veículos e extensão da via.

Segundo os dados apresentados, a gravidade dos acidentes fora da sinalização especial é 9,5 vezes maior do que dentro do espaço delimitado. Enquanto a taxa média de severidade dentro da Faixa Azul foi de 2,5, nas faixas de rolamento comuns o índice atingiu 23,9. O documento também rebate a hipótese de aumento de velocidade, registrando uma queda média de 5,5% na velocidade pontual das motos, que passou de 54 km/h para 51,1 km/h após a implementação.

A adesão ao projeto é de 81% entre os usuários, sendo que os 19% que circulam fora da faixa concentram proporcionalmente mais acidentes e ocorrências graves. Em pesquisas de opinião, 91,9% dos motociclistas afirmaram preferir a Faixa Azul, e 86,4% dos motoristas de automóveis avaliaram a sinalização como boa ou ótima. O interesse internacional pelo modelo paulistano resultou em intercâmbios técnicos com autoridades de trânsito da França e da Espanha.

Com base nos resultados positivos, a administração municipal aguarda autorização da Senatran para ampliar o projeto em mais 80 km já projetados pela CET. O programa fundamenta-se nos princípios de Visão Zero e Sistemas Seguros, que buscam reorganizar o espaço viário para evitar mortes e ferimentos graves decorrentes de erro humano. A expansão é defendida pela prefeitura como medida estratégica para harmonizar o convívio entre os diferentes modais e aumentar a segurança viária na capital.